Com ampla vantagem, Paes gasta menos do que adversários que não estariam no segundo turno

Para se ter ideia, Ramagem que ainda luta para chegar ao segundo turno já contratou despesas que somam R$ 9.298.798,98, segundo o TSE.

Caio de Santis ( da equipe do blog)

Com ampla vantagem em relação a Alexandre Ramagem, de acordo com as pesquisas de intenções de votos, Eduardo Paes gasta em campanha consideravelmente menos do que seus adversários que pontuam nas pesquisas. Paes, que venceria no primeiro turno, de acordo com levantamentos do DataFolha e da Quaest, gastou até agora R$ 626.420,40, segundo informe feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mais de um terço deste valor, R$ 210 mil, foi gasto com impulsionamento de publicações nas redes sociais. Outros R$ 100 mil foram investidos em adesivos. O fato de Paes já ser um nome amplamente conhecido do eleitorado dá a ele conforto suficiente para, por exemplo, investir menos em materiais impressos e não precisar de atividades de mobilização de militância. Porém, os gastos com pessoal ainda correspondem à maior fatia da sua campanha, totalizando R$ 316.400.

Para se ter ideia, Ramagem que ainda luta para chegar ao segundo turno já contratou despesas que somam R$ 9.298.798,98, segundo o TSE. Os gastos com contratação de profissionais terceirizados correspondem a R$ 3.5 milhões. As despesas com pessoal, incluindo a equipe de campanha, totalizam R$ 2.795 milhões – este gasto é fundamental para o bolsonarista, que precisa se tornar ainda mais popular. Já os programas de TV custaram R$ 700 mil até agora.

Tarcísio Motta, do PSOL,  que aparece em terceiro nas pesquisas, já gastou R$ 2.250 milhões, ou seja: quase quatro vezes mais que Paes. As contratações com terceirizados somam quase R$ 1 milhão, de acordo com a prestação de contas do esquerdista: foram R$956.900. Com militância forte na capital, ele também investiu R$ 221.900 em atividades de mobilização. Serviços de consultoria advocatícia já significaram R$ 200 mil.

Marcelo Queiroz, do PP, por sua vez, já empenhou R$ 1.4 milhão na campanha. Os gastos, porém, são concentrados em impressão de materiais impressos, que totalizam R$ 681.177, e mobilização de militância que totalizou R$ 293.400. Rodrigo Amorim, até o momento, não informou seus gastos à Justiça Eleitoral.

A última pesquisa DataFolha mostra Paes com 59% das intenções de voto. Na sequência, vêm Alexandre Ramagem (PL) e Tarcísio Motta (PSOL), com 11% e 6%, respectivamente. Como a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico.

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