Hamdan Ballal, cineasta palestino e co-diretor do documentário “Sem Chão” (“No Other Land”), vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2025, foi alvo de violência na Cisjordânia. Relatos indicam que Ballal foi agredido por colonos israelenses mascarados em sua residência na vila de Susya, localizada na região de Masafer Yatta, ao sul de Hebron. Testemunhas afirmam que cerca de 15 colonos armados atacaram sua casa, lançando pedras, destruindo um tanque de água e danificando seu veículo.
Após o ataque, Ballal sofreu ferimentos na cabeça e no estômago. Enquanto aguardava atendimento médico, soldados israelenses teriam interceptado a ambulância que o socorria e o detido. Desde então, seu paradeiro é desconhecido, causando preocupação entre colegas e defensores dos direitos humanos.
Yuval Abraham, co-diretor israelense de “Sem Chão”, denunciou o incidente em suas redes sociais, destacando a gravidade da situação e a violência enfrentada por palestinos na região. Ele compartilhou um vídeo que supostamente mostra o ataque de colonos a ativistas no vilarejo de Ballal, evidenciando a tensão crescente em Masafer Yatta.
Além do Oscar, filme foi premiado em Berlim
“Sem Chão” documenta a destruição e as tentativas de deslocamento forçado na área de Masafer Yatta entre 2019 e 2023, narradas sob a perspectiva dos palestinos que enfrentam assédio de colonos e demolições de suas casas pelo exército israelense. Além do Oscar, o filme recebeu o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Berlim. Recentemente, a produção enfrentou censura na Flórida, EUA, com ameaças de fechamento de um cinema que exibiu o longa.
A detenção de Ballal ocorre em um contexto de crescente violência na Cisjordânia, onde confrontos entre colonos israelenses e palestinos têm se intensificado. Organizações internacionais têm expressado preocupação com a escalada do conflito e o impacto sobre civis na região.
Até o momento, as autoridades israelenses não forneceram informações adicionais sobre a detenção de Hamdan Ballal. A comunidade internacional aguarda esclarecimentos e apela por sua libertação imediata, ressaltando a importância da liberdade de expressão e do trabalho documental em zonas de conflito.





