Claúdio Castro reafirma que pretende governar como um apaziguardor sempre em busca do diálogo

Na sabatina a que foi submetido pela Folha, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, demonstrou esforço para reafirmar-se como um apaziguador que prefere governar buscando o consenso entre as diferenças. Não deixou de declarar-se aliado de Jair Bolsonaro, defendeu seu governo, mas disse que atua como um mediador, sempre procurando o dialogo. Eis…

Na sabatina a que foi submetido pela Folha, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, demonstrou esforço para reafirmar-se como um apaziguador que prefere governar buscando o consenso entre as diferenças. Não deixou de declarar-se aliado de Jair Bolsonaro, defendeu seu governo, mas disse que atua como um mediador, sempre procurando o dialogo.

Eis um trecho da entrevista: 

Pré-candidato à reeleição no Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro (PL) disse que nao vê nenhum ato por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL) que indique uma eventual tentativa de golpe.

Castro disse que não é papel de um governador colocar lenha na fogueira. Em sintonia com a estratégia de sua pré-campanha, ele diz que tem trabalhado como um mediador, apostando no diálogo.

Castro afirma que pacificou as relações do estado com o governo federal e com a Assembleia Legislativa, conflituosas durante o mandato de seu antecessor, o ex-governador Wilson Witzel, de quem foi vice.

“Não acho que eu agrego nada ao país jogando lenha na fogueira. Tenho conversado com vários ministros, com o pessoal da Presidência, tentando agir como apaziguador”, diz.

Castro afirma ainda que nunca questionou as urnas eletrônicas, mas pondera que qualquer trabalho para melhorar a segurança do processo eleitoral é positivo.

Ele diz acreditar na reeleição de Bolsonaro e afirma que não há “momento político e institucional” para um golpe de estado. “Acho que o Bolsonaro, ainda que perdesse, [mas] percebendo, confiando nas instituições, não teria nenhuma espécie de golpe.”

Sobre a relação republicana e civilizada com André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato ao Senado, Castro diz que o aliado foi “importantíssimo” no processo de pacificação do estado. O governador afirma que, apesar das diferenças partidárias, ambos conseguem dialogar no campo da gestão.

Questionado sobre uma eventual aproximação com Lula, o governador respondeu que seu candidato sempre foi Bolsonaro. Alguns apoiadores do governador são favoráveis ao ex-presidente e estimulam o voto Castro-Lula.

Ele diz que ninguém passou pelas dificuldades do presidente, em meio ao enfrentamento da pandemia da Covid-19, e que considera seu mandato positivo. Afirma, ainda, que muitas vezes concorda com Bolsonaro na questão econômica e que o governo vai bem nos investimentos em infraestrutura.

“Acho que todo mundo tem o que evoluir, ele deve estar fazendo as autocríticas como faço as minhas aqui. Ninguém é perfeito, mas acho que o governo dele, principalmente pelo que passou, é positivo.”

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