A presença em seu estado natal, ao lado do governador, faz abrandar o antipetismo de Ciro Gomes.
O ex-ministro e pré-candidato à presidência do PDT causou surpresa ao dizer, em entrevista à Rádio CBN, que se dependesse dele nunca teria havido uma ruptura entre o PDT e o PT e as duas legendas seguiriam como “eternas aliadas”.
Embora faça ataques seguidos ao PT e aos ex-presidentes da República que pertencem ao partido, Ciro disse que a ruptura de sua legenda com o partido de Lula não partiu dele.
A declaração foi dada durante inauguração de obra no Ceará com o governador Camilo Santana (PT). No estado, PT e PDT mantêm aliança.
Na mesma entrevista, Ciro disse ainda que a virtual candidatura de Sergio Moro (Podemos) à presidência é “um factoide político e deve se desfazer como fumaça”.
Em ao menos três dos seis estados em que o PDT de Ciro Gomes terá candidato a governador, os pré-candidatos do partido não mantêm atitude de hostilidade ao PT: Sergipe, com Edvaldo Nogueira; Maranhão, com Weverton Rocha; e Rio de Janeiro, com Rodrigo Neves.
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, afirmou ao UOL que respeita a realidade política local. “Ninguém está acorrentado no processo político”, disse.
Lupi admitiu ainda que o partido estará com Lula, caso Jair Bolsonaro (Sem partido) vá para o segundo turno das eleição de 2022.
“No primeiro turno não vejo possibilidade. Agora, no segundo turno é outra eleição. Vamos ver quem é o adversário. Se for Bolsonaro ou seus representantes, com certeza, não estaremos com Bolsonaro, estaremos com Lula”, afirmou Lupi.






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