“Churrasco” era o codinome usado por organização criminosa de Bolsonaro para se referir ao golpe de Estado, diz PGR

Documento traz uma troca de mensagens entre Mauro Cid e o interlocutor dos financiadores de movimentos golpistas que evidencia o termo

Diálogos do ex-ajudante de ordem da Presidência, o tenente-coronel Mauro Cid, com um mediador dos financiadores do acampamento mostra que o grupo usava um codinome para se referir ao Golpe de Estado. A palavra era “Churrasco”, segundo informa a coluna de Bela Megale no jornal O GLOBO.

O termo foi revelado nas investigações da Polícia Federal e consta na denúncia que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou contra Jair Bolsonaro e o núcleo e seu governo, na terça-feira.

O documento traz uma troca de mensagens de Cid com o interlocutor dos financiadores de movimentos golpistas, Aparecido Andrade Portela, que é tenente e suplente da senadora e ex-ministra do governo Bolsonaro Tereza Cristina (PP-MS). “O pessoal q colaborou c a carne, estão me cobrando se vai ser feito mesmo o churrasco. Pois estão colocando em dúvida, a minha solicitação”, escreveu Portela.

Na resposta, Cid fomentou a esperança do interlocutor e mostrou que a palavra churrasco era uma referência ao golpe de Estado. “Ponto de honra! Nada está acabado ainda da nossa parte. Se quiser eu falo com eles… para tirar da sua conta”, disse Cid.

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