Os incêndios florestais no Chile causaram 131 mortes, segundo as autoridades do país anunciaram (6). O fogo devastou a região de Valparaíso. A contagem, afirmam as autoridades, ainda é parcial e deve aumentar, uma vez que os estragos provocados pelo pior incêndio da história recente do país dificultam as buscas, o número de desaparecidos é elevado e a identificação dos corpos avança a passos lentos.
Segundo comunicado do Serviço Médico Legal do Chile, foram realizadas autópsias em 82 corpos até o momento, mas apenas 35 puderam ser identificados. A diretora do órgão, Marisol Prado, disse que vai começar um processo de coleta de amostras de material genético de pessoas que relataram o desaparecimento de familiares para tentar fazer a identificação dos restos mortais por DNA.
No topo dos morros urbanizados, as áreas mais afetadas têm recebido voluntários e brigadas de socorro para limpar escombros e retirar veículos carbonizados em estradas estreitas, enquanto o trabalho continua para encontrar os corpos em locais devastados pelas chamas. Em Viña del Mar, a prefeita Macarena Ripamonti, afirmou, no domingo, que havia 190 desaparecidos.
Além dos pedidos de ajuda para procurar vítimas, multiplicam-se também pedidos para conseguir um teto para cerca de 20 mil pessoas que ficaram desabrigadas em Viña del Mar, segundo a prefeita.
Cinco dias depois do início dos incêndios, nove focos permanecem ativos na região, segundo uma fonte da Delegação Presidencial em Valparaíso. Nenhum destes, no entanto, ameaça áreas urbanas. Os bombeiros estimam que todos os focos de incêndio devem ser extintos em uma semana.
Apesar disso, o fogo continua a se alastrar em outras partes do país. Segundo o último relatório do Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres, há 165 focos de incêndio em 10 regiões do centro e sul do país.
O presidente chileno, Gabriel Boric, classificou a série de incêndios como “a maior tragédia” que o país sofreu desde o terremoto de 2010, quando um abalo sísmico de magnitude 8,8, seguido de um tsunami, deixou mais de 500 mortos em fevereiro daquele ano.
O Papa Francisco, o secretário-geral da ONU, António Guterres, a União Europeia, a França, a Espanha e o México, que enviou dois aviões com mantimentos para os atingidos, manifestaram solidariedade e ofereceram ajuda ao país sul-americano.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que seu governo está em contato com as autoridades chilenas para enfrentar “este momento difícil” e “está pronto para prestar a ajuda necessária ao povo chileno”.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que o país está preparado “mais uma vez para ajudar os nossos colegas sul-americanos”.
Com informações de O Globo.





