O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro e chefe da corporação, delegado Felipe Curi, tem sido alvo de ameaças de morte nas últimas semanas. De acordo com Ancelmo Gois, de O Globo, pelo menos três ameaças foram registradas somente neste mês de março, duas delas na semana passada.
Segundo fontes ligadas à área de segurança pública, as intimidações foram consideradas graves o suficiente para mobilizar setores internos da Polícia Civil responsáveis pelo monitoramento de riscos contra autoridades. A situação levou o serviço de inteligência da corporação a elaborar um relatório técnico específico sobre a segurança do delegado.
Relatório aponta risco elevado
O documento produzido pela inteligência da Polícia Civil indica que o nível de risco para Felipe Curi chegou a 73%, índice considerado o mais alto já registrado para um chefe da instituição no estado do Rio de Janeiro. O levantamento leva em conta diversos fatores, como ameaças diretas, movimentações de grupos criminosos e análises de possíveis vulnerabilidades.
O relatório aponta que o patamar de risco atual supera registros anteriores envolvendo ocupantes do comando da Polícia Civil fluminense. O resultado acendeu um alerta dentro da estrutura da segurança pública do estado.
Investigação e medidas de segurança
A Polícia Civil é responsável por investigar crimes no território fluminense e frequentemente atua em operações contra organizações criminosas, milícias e facções do tráfico de drogas. O comando da corporação costuma ser alvo de pressão e ameaças por causa dessas ações.
Diante das ameaças recentes contra Felipe Curi, a corporação deve intensificar medidas de segurança e monitoramento. As investigações também buscam identificar a origem das intimidações e verificar se há ligação com grupos criminosos que atuam no estado.






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