O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou que irá recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível na noite desta terça-feira (24). A condenação, motivada pelo uso eleitoral de contratações na Fundação Ceperj durante o pleito de 2022, foi recebida pelo político com “grande inconformismo”.
Em nota publicada nas redes sociais, Castro defendeu a legalidade de sua gestão e criticou o veredito da Corte. “Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade. Recebo com inconformismo a decisão que vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses”, declarou.
Argumentos da defesa
O governador sustenta que as irregularidades apontadas são anteriores ao período eleitoral de 2022 e não impactaram o resultado das urnas. Segundo ele, o próprio Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) já havia reconhecido esse argumento anteriormente.
“Pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, completou.
Próximos passos
A estratégia jurídica da defesa de Castro prevê a apresentação de agravos no próprio TSE. Caso não obtenha sucesso, o governador ainda possui a opção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a perda de seus direitos políticos.
Leia a nota na íntegra:
“Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população.
Recebo com grande inconformismo a decisão que, hoje, vai contra a vontade soberana dos quase 5 milhões de eleitores fluminenses que me confiaram o mandato de governador já no primeiro turno das eleições de 2022.
Reitero meu absoluto respeito aos Ministros do TSE e ao devido processo legal, mas é importante que se diga que todas as acusações apontadas no processo se referem a questões anteriores ao período eleitoral de 2022 e não tiveram qualquer influência na expressiva votação que recebi. Isso foi reconhecido pelo TRE do Rio de Janeiro.
Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso.”






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