Castro nega rompimento com Bacellar, mas reafirma que só apoiará nomes do PL em 2026

Governador diz que decisão segue orientação partidária e pede cautela sobre sucessão

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta segunda-feira que mantém uma relação institucional com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), apesar do distanciamento político recente. Em evento na capital, Castro reforçou que, em acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL), não apoiará candidatos de fora do partido nas eleições de 2026.

Segundo o governador, a decisão segue uma normativa interna do PL, divulgada na última semana, que orienta as lideranças a priorizarem nomes da legenda. “Não estou rompido com Bacellar. A relação institucional está aí. Eu e o Flávio conversamos e ficou decidido que o PL não irá apoiar qualquer um de outros partidos. É preciso ter calma nesse negócio de sucessão. Tem um governador aqui e ele tem muita coisa para fazer até o final”, disse.

Afastamento após mudanças no secretariado
A proximidade entre Castro e Bacellar diminuiu no início de julho, quando, no exercício do governo, o presidente da Alerj exonerou o secretário de Transportes, Washington Reis (MDB). Desde então, segundo aliados, o contato entre os dois tem sido raro.

O governador participou nesta tarde da abertura da 6ª Conferência Estadual das Cidades, que reuniu políticos do interior e da capital. No evento, esteve ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que fez um discurso descontraído e disse estar em “fase de abraçar todos os prefeitos”. Paes ainda elogiou o prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), chamando-o de “o melhor de todos”.

Disputa por protagonismo em projetos de segurança
Outro ponto de atrito foi a apresentação, por Bacellar, de um pacote de projetos de segurança pública dois dias após o governador anunciar medidas na mesma área. Castro minimizou o episódio e disse que não há disputa. “Provavelmente ele estava trabalhando com a equipe dele enquanto eu com a minha. Vamos discutir os projetos na Assembleia, sendo dele ou do governo. Aqui a vaidade é zero”, afirmou.

As propostas de Bacellar incluem videomonitoramento de ex-detentos condenados por crimes violentos ou ligados a organizações criminosas, restrições a visitas íntimas e punições mais rigorosas a menores infratores. As iniciativas do governo devem ser publicadas ainda nesta semana no Diário Oficial.

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