O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que vai se reunir com o presidente do Partido Liberal, Altineu Cortes, e com o senador Flávio Bolsonaro para definir seu futuro político. Entre as possibilidades está a permanência no governo até o fim do mandato ou a renúncia antecipada para disputar uma vaga no Senado. As declarações foram dadas nesta terça, no Sambódromo, onde o governador acompanha o último dia de desfiles do Grupo Especial.
Segundo o governador, a decisão depende da segurança sobre quem assumirá o comando do estado, que enfrenta dificuldades fiscais. Castro afirmou que só considera deixar o cargo se houver garantia de continuidade administrativa diante do déficit orçamentário estimado em R$ 19 bilhões neste ano.
Sucessão depende de eleição indireta
Castro reiterou que seu nome preferido para assumir o governo é o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione. Ainda assim, ressaltou que a escolha caberá à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que fará eleição indireta caso o cargo fique vago.
O processo ocorrerá porque o estado está sem vice-governador. Eleito na chapa de Castro, Thiago Pampolha renunciou ao cargo ao assumir vaga como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
Carnaval e relação institucional
Durante agenda no Sambódromo, o governador evitou comentar o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Castro afirmou que passou o tempo recebendo convidados e não acompanhou as apresentações.
Questionado sobre não ter descido à pista ao lado do prefeito Eduardo Paes e do presidente, respondeu apenas que estava em reunião e que poderia optar por participar ou não do momento.
Acordo entre estado e prefeitura
Apesar das diferenças políticas, governo estadual e municipal chegaram a um acordo para organização dos camarotes oficiais. Metade do espaço do estado foi cedida à Riotur para receber convidados da prefeitura, enquanto o camarote municipal foi utilizado por convidados do presidente.
Castro também avaliou que o Carnaval deste ano representa um marco econômico para o estado. Segundo ele, a taxa de ocupação hoteleira superou 91%, e destinos turísticos como Cabo Frio registraram forte movimento. O Aeroporto Internacional do Aeroporto do Galeão contabilizou quase 600 mil desembarques no período.





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