O governador do Rio, Cláudio Castro, e o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Capelli, se reuniram nesta sexta (6) no Palácio Guanabara para tratar de medidas no combate ao crime no estado e do auxílio do governo federal nesse desafio. O encontro teve como pano de fundo a execução de três médicos, na madrugada de quinta-feira (5), na Barra da Tijuca. Após o encontro, Castro afirmou que o problema vai além de uma disputa entre o tráfico e a milícia:
“Não estamos falando mais de uma briga de milicianos e traficantes. Estamos falando de uma verdadeira máfia, uma máfia que tem entrado nas instituições, nos poderes, nos comércios, nos serviços e no sistema financeiro nacional”, disse Castro, em coletiva à imprensa após a reunião.
“[A máfia] tem seus próprios tribunais e vem atuando nas mais diversas esferas. Essa máfia vem se expandindo no território nacional”, afirmou o governador.
Castro frisou que o problema da violência atinge o Brasil como um todo e não somente o Estado do Rio.
“Estamos aqui para falar de um problema que não é somente do estado do Rio de Janeiro, é um problema do Brasil. Esse é um problema que só conseguiremos ter sucesso no combate à criminalidade se for um combate de todos; governo federal, todos os estados, prefeituras.”
O governador reafirmou que o combate ao crime continuará e citou apreensões feitas pela polícia somente este ano: mais de 4 mil armas, sendo 472 fuzis. “Um arsenal de guerra”, disse.
““As investigações continuam. Não iremos parar por aqui. Não é porque se acharam corpos que as investigações vão parar. As investigações vão ser ampliadas, vão continuar. Não retrocederemos um milímetro sequer para essas máfias”, prometeu o governador, referindo-se às mortes dos médicos e ao encontro de quatro corpos, horas após o crime. Esses corpos seriam dos autores do ataque, que teriam sido mortos pelo próprio crime organizado, diante da repercussão do caso e pelo fato de os médicos terem sido assassinados por engano.
Castro também se solidarizou com as famílias das vítimas e reconheceu o trabalho de investigação no caso.
O secretário da Polícia Civil do Rio, Renato Torres, confirmou nesta sexta que o ataque aos médicos foi um engano: “Não resta mais dúvida alguma”, afirmou.
Informações já apontavam, nas primeiras horas da manhã de quinta (5), que os criminosos tinham errado o alvo e confundido Perseu Ribeiro Almeida, uma das vítimas, com o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa que os traficantes estavam procurando para matar.
Com informações de O Globo





