Carnaval tem alta de mortes nas rodovias federais e chega a 130 vítimas

Balanço preliminar da PRF aponta aumento de acidentes graves e reforça alerta sobre álcool, velocidade e imprudência ao volante

O feriado de Carnaval de 2026 terminou com números mais elevados de violência no trânsito nas rodovias federais brasileiras. Segundo balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal e publicado pela Agência Brasil, foram registrados 130 mortos e 1.481 feridos em 1.241 acidentes entre os dias 13 e 18 de fevereiro.

Os dados, ainda preliminares, indicam piora em relação ao carnaval de 2025, quando foram contabilizadas 85 mortes, 1.433 feridos e 1.190 ocorrências. Com isso, a corporação aponta que o feriado deste ano se tornou o mais violento nas estradas federais desde 2020.

Acidentes graves crescem e surpreendem fiscalização

De acordo com a PRF, houve crescimento de 8,54% nos acidentes graves, com maior incidência envolvendo automóveis e motocicletas. A instituição destacou que parte das ocorrências com múltiplas vítimas aconteceu em trechos que não estavam classificados como críticos, o que amplia o desafio de prevenção.

Antes do início da operação especial, a corporação havia informado que atuaria de forma permanente e reforçada nos principais corredores rodoviários do país, sobretudo nos acessos a destinos turísticos tradicionais do carnaval, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco.

Operação intensifica fiscalização e ações educativas

Além do trabalho repressivo, a operação também buscou orientar motoristas sobre os riscos de misturar álcool e direção, bem como sobre os perigos do excesso de velocidade e das ultrapassagens proibidas.

Durante o período, foram fiscalizadas 326.548 pessoas e veículos, com aplicação de 118.321 testes de alcoolemia. Conforme a PRF, 2.400 motoristas foram autuados por dirigir sob efeito de álcool ou por se recusarem a fazer o teste, sendo que 93 acabaram detidos.

Infrações recorrentes seguem entre principais causas

Os agentes também registraram mais de 55,5 mil imagens de veículos trafegando acima do limite permitido. O levantamento resultou em 8.177 infrações por ultrapassagens proibidas.

Outras irregularidades frequentes incluíram o transporte de crianças sem cadeirinha, com 1.013 autuações, 964 notificações por falta de cinto de segurança e 1.954 registros de motociclistas sem capacete.

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