Em uma cerimônia marcada pela emoção e pelo simbolismo, o cardeal italiano Giovanni Battista Re exaltou neste sábado (26) o legado do Papa Francisco diante de líderes mundiais e milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano. A informação é do portal g1, que acompanhou a cobertura do funeral. A missa das exéquias, última solenidade antes do sepultamento, evidenciou a trajetória do pontífice como defensor incansável da paz e da dignidade humana.
Durante a homilia, Re ressaltou a postura de Francisco contra os conflitos armados e seu apelo constante à sensatez e ao diálogo. “Perante o eclodir de tantas guerras nos últimos anos, com horrores desumanos e inúmeras mortes e destruições, o Papa Francisco levantou incessantemente a sua voz implorando a paz”, afirmou o decano do Colégio dos Cardeais. Ele recordou também uma das frases emblemáticas de Francisco: “Construir pontes e não muros”.
A missa teve início às 5h no horário de Brasília (10h, horário local), e contou com a participação de chefes de Estado, líderes religiosos e fiéis de diversas partes do mundo. O cenário da Praça de São Pedro, onde Francisco tantas vezes celebrou a Eucaristia e eventos históricos ao longo de seus 12 anos de pontificado, deu o tom solene ao adeus final.
Re também destacou a preocupação do papa argentino com os mais vulneráveis. Em sua homilia, relembrou que Francisco via a Igreja como um “hospital de campanha” destinado a cuidar dos feridos da sociedade contemporânea. “Uma Igreja capaz de se inclinar sobre cada homem, independentemente da sua fé ou condição, curando as suas feridas”, declarou o cardeal.
Cardeal cita refugiados e deslocados por conflitos
Entre os vários momentos da celebração, o decano mencionou as ações de Francisco em prol dos refugiados e deslocados, como a histórica visita à ilha de Lampedusa, símbolo das crises migratórias, e a viagem a Lesbos, reforçando a necessidade de solidariedade global.
Re fez questão de lembrar ainda o compromisso de Francisco com o meio ambiente, destacando a encíclica Laudato si’, na qual o papa conclamou todos os povos a assumirem a responsabilidade pela “casa comum”, a Terra. O tema da fraternidade também permeou a reflexão do cardeal, citando a encíclica Fratelli tutti, que incentiva o reconhecimento universal da dignidade humana e o compromisso com a paz mundial.
O cardeal italiano celebrou o estilo pastoral do Papa, caracterizado pela proximidade com o povo, pela linguagem acessível e pela capacidade de tocar corações independentemente de barreiras religiosas ou culturais. “Foi um Papa no meio do povo, com um coração aberto a todos”, sintetizou.
A trajetória de Jorge Mario Bergoglio, desde sua eleição em 2013 até sua partida, foi retratada como a de um pastor que, mesmo diante das limitações da saúde, não cessou de servir. “Apesar da sua fragilidade nesta





