Dois ex-deputados largaram na frente na disputa pela Presidência do Equador: Luisa González, ligada ao ex-presidente Rafael Correa e representantes das forças de esquerda, e o empresário liberal Daniel Noboa, de centro-direita. Com 27,4% das urnas apuradas, ela aparece com 33%, enquanto ele soma 24,4%.
Caso essa tendência se confirme, haverá um segundo turno no dia 15 de outubro. Isso porque, pelas regras do país sul-americano, para ser eleito já no primeiro turno, um candidato precisa levar mais de 40% dos votos e ainda dez pontos percentuais de diferença para o segundo colocado.
Em terceiro lugar aparece Christian Zurita (16,2%), que substituiu Fernando Villavicencio, assassinado a tiros 11 dias antes do pleito. Depois, vêm o direitista Jan Topic (14,6%), o centrista Otto Sonnenholzner (6,9%) e o líder indígena Yaku Pérez (3,9%). Bolívar Armijos e Xavier Hervas não chegam a 1% cada um.
Os equatorianos foram às urnas neste domingo (20) antecipadamente porque, em maio, o presidente Guillermo Lasso dissolveu a Assembleia Nacional e convocou novas eleições para escapar de um impeachment. Assim, o novo líder só exercerá seu mandato por um ano e meio, até maio de 2025.
O tempo é considerado curto para resolver a crise na segurança vivida pelo país, que viu a guerra entre facções de narcotraficantes explodir nas ruas e nas prisões nos últimos dois anos. A taxa de homicídios triplicou nesse período, de 7,8 para 25,9 por 100 mil habitantes, resvalando até na corrida presidencia





