Câmara de SP vota continuidade de processo de cassação de vereador do PSOL

Legislativo avaliará caso de Toninho Vespoli nesta terça (5); psolista vê ação de aliados de Nunes

A Câmara Municipal de São Paulo votará nesta terça-feira (5) a admissibilidade do pedido de cassação de Toninho Vespoli (PSOL), acusado de propaganda eleitoral antecipada e improbidade administrativa. São necessários 28 votos para que o processo continue.

Na semana passada, a Corregedoria da Casa aprovou relatório de Marlon Luz (MDB) favorável à admissibilidade do pedido de cassação.

A votação desta terça é vista como um termômetro para o andamento do caso. A cassação exige 37 votos para aprovação em votação após defesa do vereador. Caso o número fique abaixo disso, a punição máxima passará a ser vista como improvável.

Se a admissibilidade for aprovada, o processo voltará para a Corregedoria, onde um novo relatório será votado. Caso seja avalizado pelo órgão, composto majoritariamente por aliados do prefeito Ricardo Nunes (MDB), ele então será encaminhado mais uma vez, e definitivamente, para o plenário.

Como revelou o Painel, Vespoli produziu uma revista com recursos de seu gabinete que inclui uma entrevista com o então candidato a prefeito de seu partido, Guilherme Boulos (PSOL). Vespoli foi um dos coordenadores políticos da campanha do deputado federal.

Sobre a revista, Vespoli disse que não há irregularidade sobre o conteúdo publicado ou falta de transparência em relação aos recursos utilizados.

Ele ainda afirmou que existe “tentativa de censura” a PSOL, Boulos e ele por parte da gestão Nunes, “em razão das inúmeras ações no Tribunal de Contas do Município e no Ministério Público” protocoladas pelo mandato.

Em nota após a decisão da Corregedoria, o diretório municipal do PSOL e a bancada do partido na Câmara chamaram o relatório de absurdo e questionaram o motivo para o julgamento do caso de Vespoli quando “existem outros 13 processos, todos mais antigos, aguardando parecer”.

“Defenderemos o mandato do professor Toninho Vespoli de todos os ataques e desde já nos colocamos em obstrução de todo processo legislativo”, concluíram.

Com informações da Folha de São Paulo

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