Cadela morre baleada por traficantes em Rocha Miranda; Rio tem 12 animais feridos a tiros desde setembro

Pretinha foi atingida nas costas após latir para bandidos que agrediam um homem; ela chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu. Secretaria Municipal de Proteção Animal contabilizou ao menos quatro casos semelhantes somente em novembro

Uma cadela morreu após ser baleada na última sexta-feira (28) por traficantes em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. Pretinha, como era conhecida na vizinhança, chegou a ser operada no Hospital Municipal São Francisco de Assis, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo no sábado (29). 

Ela foi atingida nas costas por bandidos que agrediam um homem. O animal teria se aproximado e interferido nas agressões, o que irritou os criminosos, que efetuaram os disparos. 

“Ela já chegou muito mal ao hospital. Estava inclusive com a patinha quebrada. Fizemos de tudo para salvá-la. Infelizmente, a Pretinha é mais uma nas estatísticas desse lugar violento que se tornou o Rio de Janeiro. Ninguém está livre da violência, nem nós, seres humanos, nem os animais”, lamentou o secretário municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Luiz Ramos Filho.

Rio tem somado episódios de violência contra animais

O caso de Pretinha não é isolado. Segundo a secretaria, desde setembro, 12 animais foram baleados e atendidos pela rede municipal de saúde veterinária. Só em novembro, foram quatro ocorrências, incluindo três em um único fim de semana. 

Por conta disso, a pasta criou um protocolo para registrar cada incidente envolvendo armas de fogo e comunicar à Polícia Civil. Vale lembrar que maltratar animais é crime e pode levar à prisão, com pena de dois a cinco anos.

Relembre outros casos

No dia 9 de novembro, o pitbull Hércules foi baleado no Centro do Rio. Ele havia fugido de casa e foi encontrado por moradores com escoriações e um tiro atravessando a pata dianteira direita. Socorrido no Hospital Veterinário Municipal Jorge Vaitsman, na Mangueira, Hércules recebeu alta e voltou para a tutora.

Um dia antes, outro pitbull, Bob, foi baleado e esfaqueado no Complexo do Alemão. Ele se envolveu em uma briga com um cão vizinho, e moradores atiraram e desferiram golpes para apartar a confusão. Bob chegou a ser socorrido, mas morreu no dia seguinte.

No mesmo dia, a cadelinha Aurora, uma vira-lata caramelo de um ano e sete meses, foi atingida por uma bala perdida no quintal de casa em Irajá, na Zona Norte. Ela foi levada ao Hospital Municipal São Francisco de Assis e sobreviveu. O tutor disse que a cadela não sai de casa e só ia ao quintal para necessidades básicas.

“É cada vez mais comum chegarem animais jurados de morte ou vítimas de balas perdidas. Por isso, registramos cada caso e encaminhamos às autoridades policiais. Maltratar animais é crime. Infelizmente, ninguém está seguro no Rio”, reforçou Luiz Ramos Filho.

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