Uma brasileira de 36 anos foi presa na ilha de Bali, na Indonésia, após desembarcar com mais de 3,6 quilos de cocaína líquida escondidos em embalagens de produtos de higiene pessoal. A droga estava distribuída em sete frascos de xampu e outros cosméticos transportados na bagagem da passageira. A prisão aconteceu na última terça-feira (6), mas foi divulgada pelas autoridades locais nesta segunda-feira (12).
De acordo com a polícia indonésia, a mulher havia saído do Brasil com destino à ilha turística, conhecida internacionalmente por suas praias e por receber visitantes de diferentes países. Durante a fiscalização, os agentes encontraram a substância ilícita escondida entre os objetos pessoais da viajante.
A quantidade apreendida chamou a atenção das autoridades, que classificaram o episódio como uma das maiores apreensões de cocaína líquida já registradas em Bali.
Durante o interrogatório, a brasileira relatou aos investigadores que teria sido contratada por outro cidadão brasileiro para transportar a encomenda até a Indonésia. Segundo sua versão, a droga deveria ser entregue a uma pessoa que a aguardaria na ilha.
Pelo transporte, ela teria recebido a promessa de pagamento de US$ 50 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 249 mil na cotação informada. As autoridades investigam as circunstâncias da viagem e a possível participação de outras pessoas no envio e no recebimento da droga.
Prisão perpétua e pena de morte
A brasileira poderá enfrentar uma condenação à prisão perpétua caso seja considerada culpada pelo crime de tráfico de drogas. A legislação da Indonésia é conhecida pelo rigor das punições aplicadas a pessoas envolvidas no transporte, na comercialização e na distribuição de substâncias ilícitas.
Além de longas penas de prisão, as leis do país também preveem a possibilidade de pena de morte para determinados crimes relacionados ao tráfico internacional de entorpecentes.
Apesar da previsão legal, a Indonésia mantém uma moratória de fato sobre as execuções há aproximadamente uma década. A última aplicação da pena capital ocorreu em 2016, quando quatro homens condenados por crimes ligados ao tráfico de drogas, um indonésio e três nigerianos, foram executados.
A manutenção da pena de morte na legislação faz com que estrangeiros presos por tráfico no país enfrentem consequências judiciais potencialmente mais severas do que aquelas previstas em seus países de origem.
O caso da brasileira não é o único episódio recente envolvendo estrangeiros acusados de transportar drogas para a Indonésia. Em julho deste ano, um piloto da Malaysia Airlines foi preso no país após ser acusado de carregar mais de 70 mil comprimidos de ecstasy na bagagem.
Segundo as autoridades indonésias, o profissional também era investigado pela suspeita de ter pilotado uma aeronave sob efeito de substâncias como metanfetaminas, MDMA e cocaína.







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