Brasil vai às urnas no 2º turno com Flávio Bolsonaro e Lula para decidir futuro

Neste domingo (25), eleitores escolhem o presidente para os próximos quatro anos; última pesquisa Datafolha mostra Flávio com 47% e Lula com 46%

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Os brasileiros voltam às urnas neste domingo (25) para escolher o presidente da República para os próximos quatro anos. O presidente Lula (PT) disputa a reeleição e busca o quarto mandato, o chamado “tetra” — esta será a última eleição do petista, que disputou e venceu com Jair Bolsonaro em 2022, além de derrotar Geraldo Alckmin em 2006 e José Serra em 2002. Em 1998 e 1994, perdeu para Fernando Henrique Cardoso e, em 1989, para Fernando Collor de Mello. Flávio Bolsonaro (PL) tenta chegar à Presidência pela primeira vez.

As últimas pesquisa Datafolha, contratada pela TV Globo e pela Folha de São Paulo, e Quaest, encomendada pela TV Globo e jornal O Globo, mostraram o senador com 51% e o presidente 49% dos votos válidos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O Datafolha entrevistou 4.050 pessoas nos dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-09540/2026.

A pesquisa Quaest e ouviu 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral como BR-09158/2026.

Os votos válidos, que excluem indecisos, brancos e nulos, é a forma como o TSE divulga o resultado oficial das eleições. São os votos dados nos candidatos, deixando de fora os branco e nulos e as abstenções.

Como foi o primeiro turno

A apuração do primeiro turno, em 4 de outubro, terminou oficialmente às 2h58 do dia 5. Flávio ficou em primeiro, com 56.104.503 votos, ou 47,03% dos válidos. Lula teve 53.879.538 (45,16%). A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos, ou 1,87 ponto percentual, uma das menores já registradas entre os dois mais votados num primeiro turno presidencial.

Vence quem obtiver mais de 50% dos votos válidos, ou seja, a metade mais um, sem contar brancos e nulos. Tomando como referência os 119.300.788 votos válidos do primeiro turno, o mínimo seria 59.650.395. O número final depende de quantos eleitores comparecerem e votarem em um dos dois candidatos.

O comparecimento foi de 125,3 milhões de brasileiros — 78,92% aptos a votar. Mais de 33 milhões se abstiveram e 6 milhões votaram branco (2,3 mi) e nulo (3,7 mi).

Horário de votação

A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília. A apuração começa assim que as urnas fecham. Como o TSE unificou os horários com base na capital federal, alguns estados votam mais cedo, conforme o horário local:

Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: das 7h às 16h.
Acre: das 6h às 15h.
Amazonas: das 7h às 16h na maior parte do estado. Em 11 cidades, a votação é das 6h às 15h: Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, Tabatinga e São Paulo de Olivença.

O que pode e não pode

  • Documento oficial com foto. Vale RG, CNH, passaporte, carteira de trabalho ou o e-Título, desde que com foto cadastrada. O documento pode estar vencido.
  • Título de papel não é necessário e, sozinho, não serve como identificação.
  • e-Título: deve ser apresentado diretamente na tela do celular. Prints e fotos da tela não são aceitos. Quem não tem o aplicativo pode baixá-lo e fazer o primeiro acesso no dia da votação, onde houver sinal.
  • “Colinha” em papel com o nome e o número dos candidatos. É permitida.
  • Biometria: não é preciso ter cadastrado a biometria, desde que o título esteja regular. Quem estiver com o título cancelado não pode votar.

Na hora de votar

Na urna do segundo turno, a ordem é governador (2 dígitos), onde houver disputa, e depois presidente (2 dígitos). Deputados e senadores não têm segundo turno. Para cada cargo, o eleitor digita o número, confere nome, partido e foto na tela e confirma.

O que é permitido

  • Entrar na seção com o celular para usar o e-Título como identificação.
  • Usar camiseta, boné, broche, adesivo ou bandeira de candidato de forma individual e silenciosa.
  • Usar a camisa do Brasil ou roupas verde e amarelas. Não há proibição específica.
  • Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem escolher quem as acompanha, inclusive na cabine, e levar cão-guia.

O que é proibido

  • Celular, relógio inteligente, câmera e outros aparelhos na cabine, mesmo desligados. Os mesários indicam onde deixá-los. Também não se pode fotografar nem filmar o voto.
  • Boca de urna: pedir voto, distribuir santinhos ou tentar convencer eleitores. É crime eleitoral, com pena de seis meses a um ano de detenção, e permite prisão em flagrante.
  • Comícios, carreatas, uso de alto-falantes e aglomerações com roupas padronizadas.
  • Distribuição de camisetas e outros materiais de campanha.
  • Candidatos e partidos oferecerem transporte ou refeições a eleitores, o que também é crime.

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