O número de partidas de futebol com indícios de adulteração e manipulação para interferir em resultados de sites de apostas cresceu 56% entre 2021 e 2022.
A segunda parte da operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás, deflagrada ontem, revelou manipulação de jogos também na série A do Brasileirão.
O número é da Sportradar, agência de monitoramento de apostas esportivas em âmbito mundial, que identificou 139 jogos sob suspeita no Brasil em 2022. No ano anterior, foram 89. A CBF tem contrato com a empresa, uma das principais nesta área de atuação, com clientes como Fifa, Uefa e Conmebol.
Diante do crescimento de um problema que ameaça a credibilidade do negócio, o futebol brasileiro tenta se proteger.
As partidas são consideradas suspeitas pela agência a partir do momento em que é identificada uma movimentação anormal de apostas nos sites. Pode ser o número de escanteios no primeiro tempo, o número de gols etc. Contudo, isso não é suficiente para apontar a manipulação. A partir daí, é preciso apuração tanto dos órgãos esportivos quanto dos criminais.





