Brasil ocupa 9ª posição na lista da Interpol; Viúva Negra e ex-executivo da Nissan estão entre procurados

País soma 82 foragidos internacionais; nova gestão da Interpol será liderada por brasileiro

O Brasil encerra 2024 como o 9º país com mais foragidos na lista de alerta vermelho da Interpol, com 82 criminosos procurados. Entre eles, destacam-se acusados de assassinato, tráfico de drogas e crimes financeiros. A lista mundial contabiliza 6.671 nomes de diversas nacionalidades, sendo liderada pela Rússia, com 3.046 procurados, e por El Salvador, com 855.

Entre os brasileiros, estão 76 homens e 6 mulheres, como Heloísa Gonçalves Duque Soares Ribeiro, de 74 anos, conhecida como “Viúva Negra”, foragida há mais de 30 anos. Ela é acusada de matar cinco ex-companheiros para ficar com heranças milionárias, tendo sido condenada apenas pela morte do coronel Jorge Ribeiro, em 1991.

Outro nome notório é Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan e Renault, procurado pelo Japão por crimes financeiros após fugir do país em 2019. A inclusão de brasileiros na lista muitas vezes ocorre por delitos cometidos no exterior, com solicitações de países como Japão, EUA e Argentina.

A Interpol reforça que o alerta vermelho não é um mandado de prisão internacional, mas uma solicitação para localizar e deter suspeitos até que a extradição seja decidida. A lista é atualizada diariamente e, a partir de 2025, será coordenada pelo delegado brasileiro Valdecy Urquiza, primeiro secretário-geral brasileiro da organização.

Com informações de Metrópoles

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