O Brasil decidiu se unir a um grupo de oito países na denúncia das violações de direitos humanos perpetradas pelo regime de Daniel Ortega, presidente da Nicarágua. A adesão à denúncia foi anunciada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ocorre após a expulsão do embaixador brasileiro na Nicarágua, Breno Souza da Costa, no início de agosto.
A partir desta terça-feira (10), o Brasil se alinhará com Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai e Peru em uma declaração conjunta na Organização das Nações Unidas (ONU). O grupo acusa o governo nicaraguense de crimes graves, incluindo tortura, desaparecimento forçado e repressão.
Esta decisão marca uma mudança na postura do Brasil nas Nações Unidas. Anteriormente, o país havia expressado preocupações em reuniões e declarações, mas não havia se unido a críticas mais contundentes contra o regime de Ortega, optando por manter um canal de diálogo aberto com a Nicarágua.
A alteração na postura brasileira segue a expulsão do embaixador no país centro-americano e a subsequente expulsão da embaixadora nicaraguense no Brasil, Fulvia Patricia Castro Matu, em resposta. Essa movimentação reflete uma nova estratégia de pressão internacional sobre o regime de Ortega.
Com informações de Brasil 247 e UOL





