A repórter Eliane Cantanhêde, repórter e colunista do Estadão, e comentarista da Globonews, publica comentário sobre a atitude do governador Tarcísio de Freitas ao divulgar, sem provas, e sem maiores detalhes, supostas orientações do PCC pelo voto em Boulos.
Em mensagens, que não foram mostradas, Tarcísio deixa suspeitas no ar no dia da votação, ao lado do candidato adversário do psolista, a quem apoia, levando Eliane a lembrar que o candidato do Psol “chega à votação no segundo turno como chegou no primeiro: segundo ela, “salvo de um jogo baixo, sujo, que demonstra medo, ou desespero, de quem faz”.
Antes, no primeiro turno, lembra Eliane, “o adversário Pablo Marçal lançou aquele laudo grotescamente falso, envolvendo Boulos com drogas, agora o governador Tarcísio de Freitas joga no ar, sem mostrar qualquer prova, o apoio do PCC ao candidato do PSOL”.
Prossegue a repórter, em sua coluna no Estadão, “durante toda a campanha o que foi surgindo foram justamente ligações estranhas do candidato de Tarcísio, o prefeito Ricardo Nunes (MDB), com o grupo criminoso, por contratações de empresas e nomeações de pessoas com vínculos com o PCC. Só no último dia, porém, vem a história mal contada do apoio do grupo a Boulos”.
Eliane diz que “esse apoio faz até sentido, por uma questão objetiva: a direita, com Tarcísio no governo, Nunes na Prefeitura e seu vice na chapa, coronel aposentado da PM Ricardo de Mello, tem um discurso muito mais radical contra o crime organizado, enquanto a esquerda, como Boulos e sua vice, Marta Suplicy (PT), defende combate ao crime com respeito aos Direitos Humanos. Isso não significa vínculo nenhum”.
Por fim, a repórter diz que “o que soa mais surpreendente é que a margem de vantagem de Nunes sobre Boulos é grande o suficiente para que Tarcísio e o próprio Nunes não quisessem fazer marola, confusão, jogar dúvidas no dia D.
Eliane então lança para reflexão de seus leitores:
“Fica então a dúvida: o governador falou sem refletir, ou Boulos tem razão quando fala em “virada”?





