Bolsonaro insiste em ato único no Rio, no próximo dia 16, mas Zambelli convoca para manifestação na Paulista

Ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro diz que qualquer ato, além do prevista para Copacabana, é “oportunismo político”; ex-presidente teme complicações jurídicas

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfatizou que o único ato da oposição previsto para 16 março (domingo) ocorra no Rio de Janeiro, descartando manifestações em outros estados. Segundo Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social do governo Bolsonaro, a decisão do ex-presidente busca evitar declarações controversas ou protestos que possam ser usados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele.

A manifestação está marcada para a orla de Copacabana e deve reunir apoiadores de Bolsonaro e lideranças políticas, como o pastor Silas Malafaia. Entre as pautas, estão a liberdade de expressão, segurança pública, custo de vida e pedidos como “Fora Lula 2026” e “Anistia Já”.

Wajngarten reforçou a diretriz de Bolsonaro em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (24), afirmando que qualquer convocação de atos em outras localidades representa “oportunismo político”.

Apesar da orientação, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) defendeu a realização de um ato também em São Paulo, o que gerou reações entre apoiadores do ex-presidente. Zambelli argumentou que a oposição deveria ampliar sua presença e convocar manifestações em outras capitais para reforçar a mobilização contra o governo Lula.

O posicionamento de Bolsonaro sobre concentrar os protestos no Rio reflete sua preocupação com o avanço das investigações contra ele. O ex-presidente já é alvo de inquéritos no STF, e uma escalada de discursos radicais em outras cidades poderia gerar novos desdobramentos jurídicos.

Com informações de Poder 360

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