Bolsonaro extingue o programa de cisternas, que havia instalado mais de 1,3 milhão de reservatórios no Nordeste nos governos do PT

O ano caminha para fechar como o pior desde 2003 na implantação de cisternas para a população que convive com as secas no Nordeste. O Programa Cisternas foi lançado pelo ex-presidente Lula, em 2003, durante seu primeiro governo, e foi premiado pela ONU. A meta de construir 1,3 milhão de cisternas foi alcançada em 2014,…

O ano caminha para fechar como o pior desde 2003 na implantação de cisternas para a população que convive com as secas no Nordeste. O Programa Cisternas foi lançado pelo ex-presidente Lula, em 2003, durante seu primeiro governo, e foi premiado pela ONU.

A meta de construir 1,3 milhão de cisternas foi alcançada em 2014, no governo Dilma Rousseff. O projeto chegou a instalar mais de 100 mil reservatórios em um único ano, mas deve entregar apenas 3 mil cisternas em 2021.

O governo Bolsonaro não liberou nenhum recurso para o programa, culpando a pandemia da Covid-19. Hoje, o déficit de cisternas no semiárido é de 350 mil unidades, segundo a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

Desde o golpe parlamentar de 2016 contra Dilma Rousseff, as verbas destinadas ao Programa Cisternas vêm diminuindo progressivamente.

Nos 13 anos de governos Lula e Dilma, foram entregues 1.257.670 cisternas para consumo, 169.537 cisternas para produção (2a água) e 6,9 mil cisternas escolares.

Por seus resultados, o programa recebeu, entre outros, o “Prêmio Sementes 2009”, da Organização das Nações Unidas (ONU), concedido a projetos de países em desenvolvimento feitos em parceria com organizações não-governamentais, comunidades e governos, e o “Future Policy Award”, concedido pelo Comitê de Combate à Desertificação da ONU, em parceria com o World Future Council, em reconhecimento a uma das melhores políticas do mundo sobre o tema.

Segundo balanço do programa, as cisternas contribuíram para a melhoria de vida da população beneficiária e foram responsáveis pela:

Redução na incidência de doenças de veiculação hídrica;

Redução de até 70% na taxa de mortalidade infantil em decorrência de diarreia;

Redução no risco de ocorrência de diarreia em 73% dos beneficiários (só na faixa de 5 a 9 anos, a redução chega a 84%);

Incidência positiva no peso ao nascer das crianças;

Redução de pelo menos 20% no tempo gasto para buscar água, normalmente, usado pelas mulheres, com aumento no tempo para lazer e educação das crianças;

Aumento de 7,5% na frequência escolar de crianças.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading