Jair Bolsonaro chegou a Goiânia neste domingo para apoiar seu candidato a prefeito na cidade, Fred Rodrigues (PL). Depois de acompanhar o aliado votar em uma seção eleitoral da cidade, o ex-chefe do Palácio do Planalto fez acenos ao governador Ronaldo Caiado (União) e não descartou estarem do mesmo lado nas eleições presidenciais de 2026, a despeito das rusgas na disputa municipal deste ano.
— A direita não tem racha, as pessoas são conscientes. Mas, existem partidos parecidos, de direita ou centro-direita. Sobre o Caiado, durante a pandemia, por quatro momentos, o Caiado rompeu comigo. Sempre o atendi, mas ele só pensa no que ele quer. Não vim a Goiânia para peitar o Caiado, muito pelo contrário, o respeito. Mas ele sabe que é mortal perder Goiânia. Se perder aqui, ele perde uma força muito grande. Ele é bem avaliado, mas escolheu mal o candidato. Da minha parte não tem problemas (de retormar o diálogo), converso com ele até hoje sem problemas.
Padrinho da campanha de Sandro Mabel (União) nas eleições de Goiânia, Caiado enfrenta a atual disputa de olho em 2026, quando pretende concorrer à Presidência da República. Após insistir no apoio de Bolsonaro para se cacifar ao Palácio do Planalto, Caiado adotou nova estratégia e tenta se diferenciar do bolsonarismo.
Na campanha deste ano, o ex-presidente usou o discurso comum durante seu governo, com críticas à vacina. Ele afirmou que a única candidatura de direita na capital era a de Fred Rodrigues, o que impulsionou a candidatura do aliado no primeiro turno.
Além de Fred Rodrigues, Bolsonaro estava acompanhado do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), alvo de uma operação da Polícia Federal na sexta-feira após suspeita de desviar recursos públicos da Câmara para atividades privadas. Aos jornalistas, o ex-presidente criticou a decisão que autorizou as buscas na casa do parlamentar, dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
— Só tem (decisões) em cima da direita, em cima da esquerda não tem nada. Não está colando mais esse tipo de ação. E caiu, para variar, com o mesmo ministro do Supremo. Sempre ele, sempre o mesmo — afirmou, em referência a Moraes.
Com informações de O Globo.





