Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) tentaram invadir, na noite de hoje, a sede da Polícia Federal, na Asa Norte, em Brasília.
Vestidos com camisetas da Seleção Brasileira, o grupo danificou dezenas de carros que estavam estacionados nos arredores do prédio da corporação.
Alguns, inclusive, chegaram a ser incendiados. Para tentar impedir a depredação, policiais reagiram disparando tiros de balas de borracha e lançando bombas de efeito de moral.
Alguns bolsonaristas justificaram o ato alegando que agentes da PF “prenderam injustamente um indígena”.
O Metrópoles apurou que seria o Cacique Tserere, um líder indígena apoiador de Bolsonaro.
Bastante conhecido entre aqueles que estão há dias no QG do Exército pedindo intervenção militar, ele faz os discursos mais inflamados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Vídeos mostram alguns dos manifestantes armados com pedaços de pau correndo em direção à sede da Polícia Federal.
Um homem dizia que ônibus com mais bolsonaristas chegariam para reforçar o ato antidemocrático. Um deles, muito exaltado, gritava: “Eu posso morrer aqui hoje, não tem problema, não”.
Diante do clima tenso, a corporação pediu reforço, a fim de impedir a destruição do prédio.
A Polícia Militar do DF (PMDF) usou spray de pimenta para espantar o grupo.
Com o conflito, os arredores da PF aparentavam clima de batalha, com pedaços de pau e pedras espalhados por todos os lados.





