Bolsas asiáticas operam em alta, com otimismo nos mercados após recuo do ‘tarifaço’ de Trump

Republicano anunciou que reduzirá as tarifas de países que não retaliaram sua política de taxas

As bolsas asiáticas operam em alta, acompanhando o otimismo no mercado financeiro depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá reduzir para 10% as taxas recíprocas, pelo prazo de 90 dias.

O republicano se referiu à medida como uma “pausa” no tarifaço, que há uma semana resultou na escalada da guerra comercial global. Na decisão, ele também anunciou taxas de 125% contra a China. (leia mais abaixo)

Até então, os mercados vinham operando no campo negativo com a perspectiva de desaceleração da economia global. O recuo de Trump em relação ao tarifaço, no entanto, fez o humor mudar completamente.

📉 Veja o desempenho das principais bolsas asiáticas por volta das 22h30:

  • 🇨🇳 CSI 1000, da China, subia 2,44%
  • 🇭🇰 Hang Seng, de Hong Kong, subia 2,36%
  • 🇯🇵 Nikkei 225, do Japão, subia 8,15%
  • 🇬🇸 Kospi, da Coreia do Sul, subia 5,03%

Com fechamento antes do anúncio, as bolsas da Ásia e da Europa despencaram ontem. Já as bolsas de Nova York dispararam e registraram nesta quarta-feira (9) suas maiores altas diárias em anos.

Veja como ficou o fechamento dos principais índices norte-americanos:

  • Dow Jones subiu 7,9%, seu melhor dia desde 2020;
  • S&P 500 adicionou 9,5%, em seu maior ganho desde 2008;
  • Nasdaq avançou 12%, seu melhor dia desde 2001.

No Brasil, o dólar subia pela manhã, mas despencou após o anúncio de Trump e fechou em queda de 2,54%, a R$ 5,84. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, disparou 3,12%, aos 127.796 pontos.

Veja a íntegra do que disse Donald Trump

Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou, por meio deste, aumentando a tarifa cobrada da China pelos Estados Unidos da América para 125%, com efeito imediato. Em algum momento, esperançosamente em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de exploração dos EUA e de outros países não são mais sustentáveis ou aceitáveis. Por outro lado, e com base no fato de que mais de 75 países convocaram representantes dos Estados Unidos, incluindo os Departamentos de Comércio, Tesouro e USTR, para negociar uma solução para os assuntos em discussão relativos a Comércio, Barreiras Comerciais, Tarifas, Manipulação Cambial e Tarifas Não Monetárias, e que esses países não retaliaram de forma alguma contra os Estados Unidos, por minha forte sugestão, autorizei uma PAUSA de 90 dias e uma Tarifa Recíproca substancialmente reduzida durante esse período, de 10%, também com efeito imediato. Obrigado pela sua atenção a este assunto!

Retaliação à China

Trump também afirmou na tarde desta quarta-feira (9) que aumentará para 125% a tarifa sobre a importação de produtos da China. A medida tem efeito imediato.

A decisão é mais um episódio da nova disputa comercial entre EUA e China, iniciada pelo tarifaço de Trump. No último dia 2 de abril, o norte-americano anunciou taxas de importação sobre 180 países de todo o mundo. De lá para cá, houve retaliações de parte a parte, subindo tarifas de importação.

Os EUA haviam imposto uma taxa de 104% aos produtos chineses, que entraria em vigor nesta quarta. Em resposta, o Ministério das Finanças da China anunciou que subiria tarifas para 84% sobre os produtos americanos. (saiba mais abaixo)

“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou, por meio deste, aumentando a tarifa cobrada da China pelos Estados Unidos da América para 125%, com efeito imediato”, escreveu Trump em sua rede social.

O republicano disse esperar que, “em um futuro próximo, a China perceba que os dias de exploração dos EUA e de outros países não são mais sustentáveis ou aceitáveis”.

“Autorizei uma pausa de 90 dias e uma tarifa recíproca substancialmente reduzida durante esse período, de 10%, também com efeito imediato”, escreveu Trump.

O republicano afirmou que a decisão teve como base o fato de que mais de 75 países convocaram representantes dos EUA, incluindo os Departamentos de Comércio, Tesouro e USTR (agência do governo para o comércio exterior), para negociar uma solução ao tarifaço.

“Esses países não retaliaram de forma alguma contra os EUA”, acrescentou.

Entenda como a tarifa sobre a China chegou a 125%:

  • No início de fevereiro, os EUA aplicaram uma taxa extra de 10% sobre as importações vindas da China, que se somou à tarifa de 10% que já era cobrada do país, chegando a 20%;
  • Na quarta-feira da semana passada, dia 2 de abril, Trump anunciou seu plano de “tarifas recíprocas” que incluía uma taxa extra de 34% à China, elevando a alíquota sobre os produtos do país asiático a 54%;
  • Após a retaliação chinesa que também impôs tarifas de 34% sobre os EUA, a Casa Branca confirmou mais 50% em taxas sobre as importações chinesas, deixando a tarifa sobre o país no patamar de 104%.
  • Com o anúncio de que a China irá elevar a 84% as taxas sobre os produtos norte-americanos, Trump decidiu subir para 125% a tarifa contra os asiáticos, na mais nova ofensiva.

Com informações do portal G1

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