Boletim Focus: mercado eleva estimativa da inflação e do PIB; taxa de juros também deve subir

Números foram divulgados pelo Banco Central

Os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano de 4,71% para 4,84%.

Com isso, a projeção segue acima do teto da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%.

As expectativas, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana, constam do relatório “Focus” divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC).

  • A meta central de inflação é de 3% neste ano – e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano.
  • Caso a meta de inflação não seja atingida, o BC terá de escrever e enviar uma carta pública ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos.

A projeção do mercado de que a inflação ficará acima do teto da meta neste ano acontece após a divulgação do IPCA de setembro, que veio pressionado por questões climáticas, como a seca, que impactou a energia elétrica e os alimentos.

Para 2025, a estimativa de inflação subiu novamente na semana passada, avançando de 4,40% para 4,59%. Com isso, passou a ficar acima do teto de 4,5% do sistema de metas também no próximo ano.

E, para 2026, a expectativa subiu de 3,81% para 4%.

A partir de 2025, a meta de inflação é de 3% e será considerada cumprida se oscilar entre 1,5% e 4,5%.

  • Pelo sistema de metas, o BC tem de calibrar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo existente.
  • Para isso, a instituição olha para frente, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
  • Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação calculada em 12 meses até meados de 2026.

Porque isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

Produto Interno Bruto

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024,a projeção do mercado subiu de 3,22% para 3,39%.

O aumento aconteceu após a divulgação do PIB do terceiro trimestre pelo IBGE, que registrou uma expansão de 0,9% — ficando acima das estimativas do mercado financeiro.

  • O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.
  • Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro subiu de 1,95% para 2%.

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro continuaram prevendo aumento da taxa básica de juros da economia brasileira até o fim do ano.

  • Atualmente, a taxa Selic está em 11,25% ao ano, após dois aumentos.
  • Para o fechamento de 2024, a projeção do mercado para o juro básico da economia subiu de 11,75% para 12% ao ano, o que pressupõe uma nova elevação nesta semana.
  • Para o fim de 2025, o mercado financeiro elevou a projeção de 12,63% para 13,50% ao ano.
  • Com isso, os economistas passaram a prever uma alta maior de juros também no próximo ano.

Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

  • Dólar: a projeção para ataxa de câmbio para o fim de 2024 subiu de R$ 5,70 para R$ 5,95. Para o fim de 2025, a estimativa avançou de R$ 5,60 para R$ 5,77.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção recuou de US$ 75 bilhões para US$ 74 bilhões de superávit em 2024. Para 2025, a expectativa para o saldo positivo caiu de US$ 76 bilhões para US$ 75,7 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano caiu de permaneceu em US$ 71,1 bilhões. Para 2025, a estimativa de ingresso recuou de US$ 73,3 bilhões para US$ 70,8 bilhões.

Com informações do g1.

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