O chefe da diplomacia estadunidense, Antony Blinken, afirmou neste domingo (28) que os EUA não vão prejulgar os resultados das eleições presidenciais na Venezuela.
Mais de 21 milhões de eleitores vão às urnas para decidir o futuro do país, comandado desde 2013 por Nicolás Maduro. Entre os dez candidatos presidenciais a disputar a preferência dos venezuelanos, apenas Edmundo González Urrutia, 74, é um adversário real para o chavismo.
Pouco antes do início da votação, Blinken afirmou em entrevista coletiva em Tóquio que os EUA e a comunidade internacional apoiam fortemente o direito dos venezuelanos de votar. “Pedimos a todas as partes que honrem seus compromissos e respeitem o processo democrático”, disse.
“Os Estados Unidos não vão prejulgar o resultado. Esta é uma escolha para os venezuelanos fazerem, mas o povo venezuelano merece uma eleição que reflita genuinamente sua vontade, livre de qualquer manipulação”, afirmou o secretário de Estado dos EUA no Japão.
Washington aliviou as sanções à indústria petrolífera da Venezuela em outubro passado em resposta a um acordo entre Maduro e partidos de oposição. Porém, depois as restabeleceu devido a ações que, segundo os Estados Unidos, ameaçavam uma votação democrática inclusiva.
A reeleição de Maduro em 2018 foi rejeitada pelo governo estadunidense e por muitos líderes ocidentais como uma farsa. Autoridades dos EUA disseram que vão calibrar ua política de sanções à Venezuela com base na forma como as eleições seriam realizadas.
O chefe da diplomacia estadunidense disse que Maduro não cumpriu muitos dos compromissos assumidos naquele acordo, mas que ainda havia “enorme entusiasmo” antes do pleito.
Blinken está em viagem pela Ásia com o objetivo de reafirmar a liderança de seu país na região em um contexto de crescente influência da China. No sábado, o secretário de Estado se encontrou com o chanceler chinês, Wang Yi, no Laos.
Os dois tiveram um encontro à margem da reunião dos ministros de Relações Exteriores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Na ocasião, Blinken elogiou o acordo entre chineses e filipinos a respeito de ações costeiras de Manila em um banco de areia disputado no mar do Sul da China.
Com informações da Folha de S. Paulo.





