A Bienal do Livro Rio 2025 encerrou com números históricos: 740 mil visitantes e um impacto econômico de R$ 535,4 milhões na cidade. O balanço foi divulgado neste domingo (22), último dia do evento.
Segundo as secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e de Cultura, só a venda de livros movimentou R$ 215,4 milhões, com 6,8 milhões de exemplares adquiridos — média de 9,2 livros por pessoa. Os turistas nacionais foram responsáveis por R$ 188 milhões em gastos com hospedagem, alimentação e transporte, enquanto moradores da capital e da Região Metropolitana movimentaram outros R$ 44,6 milhões.
“O livro é o denominador comum que faz com que o Brasil e o mundo sigam lendo o Rio”, afirmou o prefeito em exercício Eduardo Cavaliere, durante o encerramento da feira.
Novas ações para o setor literário
Durante o evento, a prefeitura também anunciou iniciativas para estimular a leitura na cidade.
- Observa Livro: nova plataforma permanente que irá mapear, analisar e divulgar dados sobre o impacto econômico, cultural, social e educacional do livro no Rio.
- Prêmio João e Julia do Rio: premiação literária com foco em iniciativas comunitárias, periféricas e de base. Serão R$ 150 mil distribuídos em dez categorias como: melhor biblioteca comunitária, mediação de leitura, literatura infantil, acessibilidade literária, inovação digital, oralidade, identidade carioca, entre outras. Os recursos virão da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
- Academia Editorial Júnior: projeto do SNEL que capacita jovens para o mercado editorial, com bolsas, transporte, mentoria e produção de um livro autoral. O encerramento ocorre na Bienal, com apresentação do trabalho ao público, editores e expositores.
- Bolsa de Tradução: serão concedidas até 10 bolsas de até R$ 10 mil para editoras estrangeiras que desejem traduzir, publicar e distribuir obras brasileiras no exterior. A proposta é ampliar o alcance global da literatura brasileira.
- Rede Unificada de Bibliotecas: projeto para integrar bibliotecas públicas e comunitárias da cidade. Um novo sistema de catalogação permitirá empréstimos interbibliotecas e acesso ampliado ao acervo, com base de dados única.
Capital Mundial do Livro
O Rio de Janeiro recebeu o título de Capital Mundial do Livro, concedido pela Unesco em 23 de abril. Durante a Bienal, o estande, que levou o mesmo nome, promoveu 53 painéis com escritores nacionais e estrangeiros como o espanhol Jorge Carrión, a argentina Marina Berri e os portugueses Lídia Jorge e Paulo Santos, reforçando a ambição da cidade de se consolidar como capital internacional da leitura.






