O senador americano Bernie Sanders disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretende convidá-lo para falar sobre o SUS no Senado dos Estados Unidos, caso Lula seja reeleito e os democratas conquistem maioria nas eleições de meio de mandato.
O convite foi mencionado durante uma reunião entre Lula e Sanders realizada na noite desta segunda-feira (21), em Nova York. O encontro durou pouco mais de uma hora e ocorreu sem a presença da imprensa.
Segundo fontes do Itamaraty, Sanders apresentou a possibilidade de levar Lula ao Senado americano para tratar do sistema público de saúde brasileiro. A iniciativa, porém, está condicionada ao resultado das eleições presidenciais brasileiras e das eleições legislativas americanas.
Condições para o possível convite
Para que a agenda seja concretizada, Lula precisaria ser reeleito para a Presidência da República em 2026. Nos Estados Unidos, os democratas também teriam de conquistar maioria nas eleições de meio de mandato.
De acordo com as informações relatadas por fontes do governo brasileiro, a disputa pela Câmara dos Deputados americana apresenta cenário favorável aos democratas, enquanto a corrida pelo controle do Senado é considerada equilibrada.
Durante a conversa, Sanders também questionou Lula sobre possíveis interferências nas eleições presidenciais brasileiras. Segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores, o presidente brasileiro minimizou as preocupações apresentadas pelo senador.
Conversa abordou cenário internacional
Além das eleições e do SUS, Lula e Sanders discutiram temas relacionados ao cenário internacional. Entre os assuntos tratados estiveram o avanço da inteligência artificial e o papel das Nações Unidas na redução de conflitos entre países.
A reunião ocorreu durante a passagem de Lula por Nova York, onde o presidente brasileiro participa da agenda relacionada à Assembleia-Geral da ONU. O discurso de abertura do encontro está previsto para esta terça-feira (22).
Antes de conversar com Sanders, Lula teve compromissos com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, e com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.







Deixe um comentário