Benedita avança como favorita de Lula para o Senado em 2026, o que reforçaria palanque evangélico de Paes

Benedita já ouviu de Lula que a decisão só depende dela e se mostrou disposta a encarar o desafio. Em 2026, ela terá 84 anos

Caio de Santis (da equipe do blog em Brasília)

O tabuleiro político de 2026 pode ganhar mais uma peça considerada fundamental. A deputada Benedita da Silva, do PT, surge como nome favorito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer ao Senado pelo Rio. Ex-governadora e petista histórica, Benedita tem a confiança do presidente e reúne predicados suficientes para se cacifar ao posto: mulher negra e evangélica, ela é vista como um nome crível para uma eleição de duas vagas à Casa Alta do Congresso, como a de 2026.

Por ser evangélica, Benedita ainda poderia reforçar o palanque de Eduardo Paes ao governo, quando o hoje prefeito do Rio precisará reunir forças no segmento religioso, um dos principais filões do bolsonarismo. Já se sabe, por exemplo, que Flávio Bolsonaro tentará a reeleição para o Senado, enquanto Cláudio Castro tentará fazer um sucessor no governo do Rio.

Benedita já ouviu de Lula que a decisão só depende dela e se mostrou disposta a encarar o desafio. Em 2026, ela terá 84 anos. Os planos, entretanto, podem frustrar os sonhos de Alessandro Molon e Lindbergh Farias, que eram colocados como possíveis concorrentes da esquerda ao Senado. Entretanto, como serão eleitos dois senadores, eventuais composições não estão descartadas. Com a questão identitária e o apoio de Lula, entretanto, é inegável que Benedita já arrancaria como favorita.

Paes deve ser candidato.

Braço-direito e principal articulador político de Paes, o deputado Pedro Paulo  garante: “O Eduardo não terá outra alternativa: terá de ser candidato ao governo  em 2026”.

Em tom incisivo, a declaração brotou com naturalidade durante entrevista do presidente regional do PSD ao Jogo do Poder, que vai ao ar pela Rede CNT de Televisão. Pedro Paulo acredita que este será o desfecho natural para o quadro sucessório do governador Cláudio Castro. A falta de nomes competitivos funcionaria como uma espécie de convocação tácita de Eduardo Paes para missão

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