Barroso diz que golpe contra Dilma foi “traumático”, mas quer legalizar “trauma” desse tipo com semipresidencialismo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou, nesta terça-feira (22/3), que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi um evento “traumático”, mas, em seguida, declarou apoio à ideia do semipresidecialismo que, através de mecanismos institucionais, pode causar novos traumas com a destituição de presidentes, por falta de sustentação política, anulando…

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou, nesta terça-feira (22/3), que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi um evento “traumático”, mas, em seguida, declarou apoio à ideia do semipresidecialismo que, através de mecanismos institucionais, pode causar novos traumas com a destituição de presidentes, por falta de sustentação política, anulando a escolha do eleitor pelo voto direto,

O semipresidencialismo, defendido por Barroso, é um sistema de governo no qual o presidente da República compartilha o poder com um primeiro-ministro, eleito pelo Congresso Nacional. 

“Defendo [há] muito tempo. E não para agora, para não mexer com nenhum interesse posto na mesa, [mas] para que haja mecanismos institucionais de destituição de governos que percam a sustentação política”, afirmou o magistrado.

Barroso discursou no Centro Brasileiro de Estudos Constitucionais (CBEC), do UniCeub, em Brasília.

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