Os bancos que compõem o Sistema Financeiro Nacional realizarão, até o dia 25 deste mês, um aporte extraordinário de R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A decisão, oficializada pelo Conselho de Administração do fundo nesta quinta-feira (5), visa recompor o caixa da entidade após o colapso do Banco Master.
A operação consiste na antecipação de 60 meses (5 anos) de contribuições ordinárias das instituições financeiras. Segundo nota oficial, o objetivo é “assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações”.
O peso do Banco Master
O reforço financeiro é uma resposta direta à liquidação do Banco Master, decretada em novembro de 2025 após a descoberta de fraudes bilionárias e crise de liquidez.
- Desembolso total: O FGC já pagou R$ 38,4 bilhões em garantias (94% do total previsto).
- Credores atendidos: Cerca de 675 mil pessoas já foram ressarcidas.
- Contexto jurídico: O ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso novamente nesta quarta-feira no âmbito da Operação Compliance Zero.
Compensação do Banco Central
Para viabilizar o aporte sem drenar a liquidez do mercado, o Banco Central autorizou que os bancos descontem esses valores do recolhimento compulsório.
Embora a medida libere cerca de R$ 30 bilhões para os bancos ao longo de 2026, o BC afirma que o impacto macroeconômico será neutro, já que o recurso apenas compensa o montante direcionado ao FGC.
Plano de Longo Prazo
O cronograma de socorro ao fundo não para em 2026. Além das parcelas imediatas, o plano aprovado prevê:
- 2027: Antecipação de mais 12 meses de contribuições.
- 2028: Antecipação de outros 12 meses.
No total, as instituições financeiras devem adiantar o equivalente a sete anos de receitas para manter a estabilidade do sistema de garantias bancárias no Brasil.





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