O projeto Avós da Comunidade, que estreia nesta sexta (17), dá voz aos idosos das comunidades do Rio, preservando histórias e saberes por meio da oralidade.
A iniciativa transforma relatos em vídeos e homenageia os griôs — guardiões da sabedoria ancestral que ajudam a manter viva a identidade cultural nas favelas cariocas.
Onde o projeto acontece
As gravações acontecem em três regiões da cidade:
- Morro da Providência (Centro)
- Morro da Serrinha (Zona Norte)
- Inhoaíba (Zona Oeste)
Em cada local, idosos compartilham lembranças únicas, que vão de histórias sobrenaturais até tradições culturais como o Jongo. No Morro da Providência, Eron, Rosieta e Dona Jura são os personagens centrais desse território.
No Morro da Serrinha, o Jongo e a memória de Vovó Maria resistem ao tempo. Em Inhoaíba, a ancestralidade negra é celebrada com temas como família, disciplina e afeto.
O que são griôs?
Griôs são pessoas mais velhas, muitas vezes anônimas, que transmitem sabedoria por meio da fala. São fontes vivas de conhecimento e cultura.
Segundo a criadora do projeto, Dandara Barbosa, a ideia surgiu da ausência de pessoas idosas, especialmente negras, nos conteúdos online.
“Cadê nossos griôs? Criamos o projeto para valorizar quem será, um dia, nossos ancestrais.”
Impacto social e educativo
Além dos vídeos, o projeto criou uma roda de conversa e escrita criativa, envolvendo participantes de 4 a 91 anos.
Segundo o produtor Wallace Silva, registrar a oralidade é garantir que o conhecimento sobreviva às gerações:
“A importância está em ouvir os mais velhos — hoje e daqui a 50 anos.”






Deixe um comentário