Aumento de células neonazistas em Santa Catarina será investigado pelo Conselho de Direitos Humanos

Estudo apontou que Blumenau, com 365 mil habitantes, abriga 63 células neonazistas, enquanto a capital paulista, com 12 milhões de habitantes, possui 96.

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) tomará medidas para investigar o crescente número de células neonazistas em Santa Catarina. Uma comitiva designada pelo conselho viajará ao estado entre os dias 9 e 12 de abril para realizar uma série de investigações.

A comitiva planeja conduzir oitivas com possíveis vítimas, autoridades locais e especialistas no assunto. O CNDH, órgão vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, pretende elaborar um relatório abrangente após concluir sua missão.

O itinerário da comitiva incluirá a cidade de Blumenau, conforme mencionado pelo conselheiro Carlos Nicodemos, relator do caso. Nicodemos faz referência a um levantamento conduzido pela antropóloga e especialista no tema, Adriana Dias, que faleceu em 2023. O estudo apontou que Blumenau, com uma população de 365 mil habitantes, abriga 63 células neonazistas, enquanto a capital paulista, com 12 milhões de habitantes, possui 96.

“Blumenau apresenta um desproporcional número de grupos neonazistas em comparação com outras regiões do país”, ressaltou Nicodemos.

A iniciativa da viagem foi motivada por uma representação enviada pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), que solicitou a abertura de uma investigação sobre o aumento das atividades e células neonazistas no Brasil. O documento menciona uma série de casos ocorridos em Santa Catarina, incluindo a utilização de símbolos característicos do nazismo, como a suástica.

Com informações de Folha de S.Paulo

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