Os episódios de violência em frente a quartéis e em rodovias escalaram nos últimos dias e acenderam o alerta das autoridades em relação aos atos antidemocráticos liderados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
O Ministério Público do Estado de Rondônia, por exemplo, apura o ataque a uma adutora de água e enquadra o caso como um possível crime de terrorismo.
Em Santa Catarina, a PRF comparou o formato dos ataques ao de terroristas e de adeptos da tática black bloc, que pregam depredação e usam máscaras para cobrir o rosto.
Bolsonaristas cobram as Forças Armadas para que promovam um golpe que impeça a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a notícia da Folha.
A escalada de violência inclui ações lideradas por homens encapuzados e armados, uso de bombas caseiras, saques e depredação de caminhões. Também há registros de ataques a agentes da PRF e a caminhoneiros, incluindo um que foi atingido por pedradas ao tentar furar um dos bloqueios.
As rodovias do estado voltaram a ser alvo de bloqueios e outros atos criminosos supostamente em represália à decisão do ministro Alexandre de Moraes de bloquear as contas de 43 suspeitos de envolvimento em atos antidemocráticos de bolsonaristas que não aceitam o resultado da eleição.
Mato Grosso, Santa Catarina e Rondônia concentram a maioria das ocorrências. Os três estados estão entre os que deram maior votação proporcional a Bolsonaro nas eleições de outubro.




