Ato em Copacabana reúne 41,8 mil contra PEC da Blindagem, aponta USP; vídeos

Caetano, Chico, Gil e Djavan puxaram protesto que também se voltou contra projeto da anistia

Uma multidão tomou conta da praia de Copacabana neste domingo (21) em um ato marcado pela presença de grandes nomes da música brasileira e pela rejeição à chamada PEC da Blindagem e ao projeto de anistia a condenados pelos ataques de 8 de janeiro. Segundo levantamento do Monitor do Debate Político, ligado à USP, o público chegou a 41,8 mil pessoas na altura do Posto 5 por volta das 16h. O margem de erro de 12%, o que coloca a estimativa entre 36,8 mil e 46,8 mil participantes.

A contagem foi feita a partir de imagens aéreas processadas com software de inteligência artificial, em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a ONG More in Common. Há menos de um mês, o mesmo monitor registrara número semelhante em Copacabana, em um ato pró-Bolsonaro no 7 de setembro, que reuniu 42,7 mil pessoas.

Música e protesto

No Rio, a manifestação foi impulsionada por artistas que se apresentaram em um trio elétrico. Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan, Ivan Lins, Marina Sena, Os Garotin e Maria Gadú integraram o line-up que animou o público da Zona Sul. As apresentações ocorreram entre 16h e 18h, com clássicos da música brasileira reinterpretados em tom de protesto.

Caetano trouxe “Podres poderes”, Marina Sena cantou “Brasil”, sucesso de Cazuza, e Djavan interpretou “Sina”. Gilberto Gil levantou o público com “Aquele abraço”. O ponto alto ficou por conta da dobradinha de Chico e Gil com o hino contra a ditadura “Cálice”, emendada por Chico e Djavan com “Samba do grande amor”.

Movimento nacional

O ato no Rio foi parte da mobilização nacional batizada de “Brasil nas ruas”, que reuniu artistas em diferentes capitais. Em São Paulo, Marina Lima participou do protesto; em Salvador, Daniela Mercury e Wagner Moura foram destaques; em Brasília, Chico César; em Vitória, Silva; e em Maceió, Simone.

Os protestos se intensificaram após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da PEC da Blindagem, que amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos e dificulta a abertura de processos e prisões de parlamentares. A proposta agora será analisada pelo Senado. O relator na Comissão de Constituição e Justiça, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já adiantou que defenderá a rejeição da medida.

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