Assaltos a ônibus no Rio aumentam 23% e atingem 18 casos por dia; veja os bairros mais perigosos

Rio Ônibus cobrou medidas urgentes das autoridades

O Rio de Janeiro registrou 563 assaltos a ônibus em janeiro de 2025, o equivalente a cerca de 18 casos por dia, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). O número representa um aumento de 23% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 456 roubos. Esse é o pior índice dos últimos quatro anos.

A violência no transporte coletivo atinge diferentes áreas da cidade, mas se concentra em algumas regiões específicas. Na Zona Norte, os bairros mais afetados são Méier, Piedade, Grajaú e Penha. Já na Zona Sul, os roubos se destacam em Copacabana, Rocinha, Leblon, Humaitá e Botafogo. O Centro e parte da Ilha do Governador também figuram entre os locais mais perigosos para quem depende de ônibus. Sozinha, essa última região concentrou 247 ocorrências, quase metade do total registrado no estado.

A escalada da criminalidade preocupa o setor de transporte público. Em nota, o Rio Ônibus manifestou indignação com a crescente insegurança e cobrou medidas urgentes das autoridades. “A insegurança não pode ser tratada apenas como estatística, já que é um problema frequente que impacta a mobilidade e a qualidade de vida na cidade”, declarou a entidade.

As empresas de ônibus, representadas pela Semove – Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro –, também demonstraram preocupação com a falta de segurança. “A violência no transporte público afeta não apenas motoristas e rodoviários, mas também passageiros, que precisam se deslocar diariamente. A segurança é um fator determinante para a escolha do meio de transporte e exige ações efetivas das autoridades”, afirmou a federação.

Para enfrentar o problema, a Semove destaca a colaboração das empresas com as forças de segurança. O Sistema de Acompanhamento da Frota em Emergência (Safe), que monitora ocorrências em tempo real, já está integrado ao ISP, facilitando a coleta de dados e permitindo respostas mais rápidas ao crime.

A Polícia Militar ainda não se pronunciou sobre o aumento dos casos.

Com informações de O Dia

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