Arthur Lira defende que país cuide melhor de seus ex-presidentes diante de acusações contra Bolsonaro

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, disse hoje (17) que o Brasil “precisa cuidar melhor de seus ex-presidentes”, ao ser questionado sobre as recentes acusações contra Bolsonaro (PL), suspeito de estar envolvido em um esquema de desvio e venda ilegal de joias dadas como presentes ao governo brasileiro. Lira disse que já foi vítima…

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, disse hoje (17) que o Brasil “precisa cuidar melhor de seus ex-presidentes”, ao ser questionado sobre as recentes acusações contra Bolsonaro (PL), suspeito de estar envolvido em um esquema de desvio e venda ilegal de joias dadas como presentes ao governo brasileiro.

Lira disse que já foi vítima de “muitas acusações infundadas” e por isso não quer “antecipar julgamentos”, mas citou que “todos os ex-presidentes tiveram problemas” com ações judiciais.

– Eu acho que o Brasil, de maneira geral, tem que cuidar melhor de seus ex-presidentes. Nós tivemos problemas com o ex-presidente (Michel) Temer, com o presidente Lula, com a ex-presidente Dilma, com o ex-presidente Bolsonaro, a gente tem que ter uma legislação que não proteja nada de errado, mas que dê uma certa qualidade de vida para qualquer ex-presidente quando deixa a Presidência da República, é assim nos países mais civilizados. Nós esperamos, sim, que ao final tudo tenha seus esclarecimentos, e por certo ao final esses esclarecimentos virão – disse Lira durante inauguração da nova sede do Progressistas em São Paulo, nesta quinta-feira.

Questionado sobre que tipo de cuidados seriam estes, Lira disse que ao término do mandato, um ex-chefe do Executivo “tem que ser tratado como instituição, seja ele quem for”:

– Não estou falando de anistia, estou falando que todos os ex-presidentes tiveram problema. Quantos impeachments já tivemos? São todos os problemas diferentes agora, ontem não. A gente tem que ter de uma maneira ampla mais cuidado, não tem que se passar por cima de nada errado, estou dizendo que a figura dos ex-presidentes como instituição precisa ter um tratamento melhor pelo Brasil.

O presidente do Progressistas, o senador Ciro Nogueira, afirmou no mesmo evento que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) “não tem” que se filiar à legenda, ao mesmo tempo em que se referiu a ele como “melhor quadro” para representar a direita na eleição presidencial de 2026.

A fala foi feita logo após a filiação de Arthur Lima, secretário da Casa Civil e braço direito Tarcísio no governo paulista. O evento de filiação reuniu nomes do alto escalão da política na nova sede da legenda, no Jardim Europa, em São Paulo, mas não contou com a presença do governador.

A expectativa era que o governador comparecesse, e a cerimônia atrasou algumas horas à espera do chefe do Executivo estadual. Mas, de última hora, ele resolveu não ir. Tarcísio enfrenta uma relação turbulenta com o Republicanos, seu atual partido, após os avanços nas negociações do partido para ingressar na base do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O governador estuda sair da legenda, mas tem um futuro incerto, especialmente porque o PP também deve entrar na gestão Lula e o PSD já tem três ministérios no governo petista. Já o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, é uma opção mais distante, já que Tarcísio não tem uma boa relação com o presidente Valdemar Costa Neto.

– Tarcísio não tem que vir para o PP. Com o gesto que ele fez com a filiação do Arthur, não precisa. Vamos estar com Tarcísio se ele for candidato a presidente, se for candidato a governador. Acho que o Brasil vai exigir que Tarcísio seja candidato a presidente da República daqui a três anos. É o melhor quadro – disse Nogueira.

Questionado sobre outros nomes da direita, o senador citou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo):

– Acho muito difícil sairmos da direita para o centro sem termos ou Tereza ou Tarcísio ou Zema como candidatos. São três grandes nomes.

Com a filiação de Arthur Lima ao PP, a sigla passa a ter espaço no primeiro escalão do governo. O Republicanos, partido de Tarcísio, e o PSD, presidido pelo secretário de Governo, Gilberto Kassab, são os mais contemplados, com três pastas cada um, além do próprio governador e do vice, Felício Ramuth, respectivamente.

Internamente, segundo fontes próximas do governo, há uma queda de braço entre Lima e Kassab. O primeiro é amigo de confiança de Tarcísio, mas o segundo, por sua experiência na política paulista, ganhou carta branca do governador para fazer as articulações com parlamentares e partidos.

Com informações de O Globo.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading