A Arquidiocese de São Paulo arquivou, no início de novembro, uma investigação que foi aberta em fevereiro deste ano para apurar denúncias de abusos sexuais envolvendo o padre Júlio Lancellotti. A Igreja informou que não foi possível confirmar a verossimilhança das acusações. A investigação foi conduzida pela Comissão Arquidiocesana de Tutela contra Abusos de Menores e Adultos Vulneráveis, que ouviu todas as pessoas que alegaram ter sido vítimas dos abusos, além do próprio padre Lancellotti.
Após a apuração preliminar, a Comissão de Investigação Prévia concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar as denúncias. Como resultado, a investigação foi arquivada conforme o previsto pelo Direito Canônico. A decisão de arquivar a investigação foi confirmada em nota oficial à coluna Painel, da Folha de S. Paulo.
Essa não é a primeira vez que uma investigação envolvendo o padre é arquivada. Em 2020, a Arquidiocese também iniciou uma apuração a partir de um vídeo não comprovadamente autêntico, que sugeria a ocorrência de conteúdo sexual envolvendo o padre, mas o caso também foi arquivado por falta de provas concretas.
Ao final, a investigação foi arquivada por falta de materialidade das denúncias. Depois de ter sido acionado na ocasião, o Ministério Público de São Paulo se posicionou contra a instauração de ação penal.
O pároco foi alvo de pedido de CPI apresentado pelo vereador Rubinho Nunes (União) na Câmara Municipal de São Paulo. A iniciativa empacou em abril e não há previsão para que seja retomada.
Lancellotti é responsável pela paróquia São Miguel Arcanjo, na Mooca (zona leste), e coordenador da Pastoral do Povo da Rua.
Ao propor a CPI no começo deste ano, Rubinho afirmou que a proposta era a de apurar a conduta das ONGs que atuam na região da cracolândia, no centro da capital.
Após acordo com líderes partidários, o vereador mudou o escopo do requerimento e passou a mirar, de forma direta, o religioso.
O vereador afirma que há provas contundentes contra o religioso. Lancellotti sempre rebateu as acusações e disse, em nota na ocasião, que “as imputações surgidas recentemente —assim como aquelas que sobrevieram no passado— são completamente falsas, inverídicas”.





