Argentina acusada de injúria racial é recebida por ex-ministra de Milei ao retornar ao país

Agostina Páez retorna a Buenos Aires após decisão judicial e encontro amplia repercussão do caso

A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez deixou o Brasil na última quarta-feira após autorização da Justiça e retornou a Buenos Aires, onde foi recebida pela senadora Patrícia Bullrich, ex-ministra de Segurança Nacional do governo de Javier Milei. O encontro deu nova dimensão política ao caso, que já havia ganhado repercussão desde o início do ano.

Ré em um processo por injúria racial no Rio de Janeiro, Agostina só conseguiu deixar o país após a retirada da tornozeleira eletrônica e o pagamento de fiança de R$ 97 mil.

Recepção com figura política

A chegada da argentina ao aeroporto Jorge Newbery foi acompanhada por apoiadores e registrada nas redes sociais. No dia seguinte, ela divulgou imagens ao lado de Bullrich, uma das principais lideranças da direita argentina e ex-candidata à presidência do país.

Em publicação, Agostina escreveu “Gracias por todo” ao compartilhar uma selfie com a senadora. Bullrich também comentou o encontro e destacou o apoio recebido pela influenciadora durante o processo judicial.

Em vídeo divulgado nas redes, a parlamentar afirmou que a decisão da Justiça brasileira reconheceu falhas no caso e aconselhou a advogada após o período que passou no Brasil.

Saída autorizada pela Justiça

Agostina utilizava tornozeleira eletrônica desde janeiro, quando passou a responder ao processo por injúria racial. A acusação está relacionada a um episódio ocorrido em um bar em Ipanema, em que ela foi filmada imitando um macaco em direção a funcionários do estabelecimento.

No início desta semana, o juiz Luciano Barreto Silva concedeu habeas corpus à argentina, determinando a retirada da tornozeleira, o pagamento de 60 salários mínimos e a comunicação à Polícia Federal para autorizar sua saída do país.

A decisão também criticou a manutenção das medidas cautelares impostas anteriormente.

Histórico do caso

A investigação teve início após a repercussão do episódio, que levou à abertura de inquérito e posterior denúncia. Em fevereiro, Agostina chegou a ser presa em um apartamento na Zona Oeste do Rio, mas foi liberada poucas horas depois.

O processo segue em andamento na Justiça fluminense. No último dia 24, foi realizada audiência de instrução e julgamento na 37ª Vara Criminal, com a presença da acusada e de três pessoas apontadas como vítimas.

Repercussão ampliada

A recepção por uma figura de projeção nacional na Argentina e as declarações feitas após o retorno ampliaram a repercussão do caso. Entre as falas divulgadas, Agostina afirmou ser “inimiga número 1 do Brasil” e declarou que brasileiros “tratam mal” os argentinos.

O episódio continua sendo acompanhado pela Justiça brasileira, enquanto a advogada permanece em seu país de origem.

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