Na matemática política, nem sempre 2 + 2 vai dar 4. Para resolver a equação de como vencer uma eleição para prefeito, é preciso muitas vezes contrariar a lógica. E uma rápida olhada nas prestações de contas dos candidatos mostra isso.
Em Araruama, Daniela de Livia, por exemplo, é candidata a prefeita pelo MDB e conta com o apoio dos caciques do partido na cidade: a prefeita Livia de Chiquinho e o próprio Chiquinho da Livia (que é ex do Atacadão e da Educação). Mas quando o assunto é grana, a maior ajuda até agora acabou vindo de fora.
Daniela já arrecadou R$ 1.006.590,00 para sua campanha, sendo que deste valor o Podemos contribuiu com R$ 500 mil (49,67%) e o MDB, seu partido, com R$ 250 mil (24,84%). Resta saber como Daniela de Livia, caso vença a eleição, fará para equilibrar essa diferença considerável na hora de dar retorno aos investimentos dos partidos. Mas o MDB ainda pode cobrir a aposta do Podemos, fazendo com que Daniela possa inclusive atingir o limite que poderá gastar na eleição, que é 1.390.374,90.
A candidata do PL e principal adversária de Daniela, Penha Bernardes, também recebeu doações de dois partidos, o próprio PL e do União Brasil. Mas no caso da vereadora que disputa a Prefeitura, de R$ 1.028.940,00 arrecadado até agora, seu partido chegou junto com R$ R$ 800 mil (77,75%) e o União Brasil com R$ 224.940,00 (21,86%).





