Após videoconferência na cadeia que decidiu por execuções, Secretaria Penitenciária apreende 58 celulares em dois presídios

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) fez uma varredura e apreendeu nesta segunda-feira (9) 58 telefones celulares em dois presídios, quatro dias após a videoconferência feita de dentro da cadeia que decidiu pela execução de quatro traficantes. Eles eram acusados pelo tribunal do crime de terem assassinado por engano os três médicos na…

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) fez uma varredura e apreendeu nesta segunda-feira (9) 58 telefones celulares em dois presídios, quatro dias após a videoconferência feita de dentro da cadeia que decidiu pela execução de quatro traficantes. Eles eram acusados pelo tribunal do crime de terem assassinado por engano os três médicos na Barra da Tijuca, o que a facção criminosa considerou uma ação desastrosa.

Durante a busca, integrada à megaoperação nas favelas dominadas pelo Comando Vermelho, o sinal de celular foi cortado nas penitenciárias Gabriel Ferreira Castilho (Bangu 3) e Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4).

Os agentes da Seap utilizaram um scanner de mão — equipamento adquirido este ano pelo governo do estado — para checar esconderijos improvisados por presos para ocultar aparelhos celulares e outros itens ilícitos dentro das celas e identificar itens que antes poderiam passar despercebidos.

“Foi intensificada [a fiscalização], mas já é uma rotina na medida do nosso aparato tecnológico. A gente não tem essa tecnologia [de fiscalização no estado]”, disse a secretária Maria Rosa Lo Duca Nebel.

Sobre a videoconferência em Bangu, Maria Rosa afirmou que “não tem essa informação” e disse que “se tiver ocorrido, vamos apurar”.

Na madrugada desta sexta-feira (6), a polícia encontrou 4 corpos em 2 carros abandonados em pontos distintos da Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, são os criminosos que mataram os médicos 24 horas antes.

A TV Globo apurou que a ação de 4 traficantes do Comando Vermelho — a maior facção criminosa do RJ — no quiosque em frente ao Hotel Windsor gerou grande mal-estar na cúpula da quadrilha, da qual constam detentos de Bangu 3.

Uma reunião foi convocada, e todos os envolvidos foram para a localidade conhecida como Cabaret, no Complexo da Penha, dominado pelo Comando Vermelho. Pelo telefone, em uma ligação de vídeo, chefes decidiram pela morte dos 4.

Com informações do g1

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