Após incêndio na casa de Rueda, bancada do União Brasil debate se vai expulsar Bivar do partido

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que irá acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para expulsar Bivar

A bancada federal do União Brasil, formada por 59 parlamentares, se reúne nesta terça-feira (12) para decidir se expulsa do partido o atual presidente da sigla, o também deputado Luciano Bivar (PE). Acusado de ameaçar Antônia Rueda, que já foi eleito seu sucessor no comando do União, Bivar é suspeito pelo incêndio da casa do adversário, no litoral de Pernambuco nessa segunda. A casa da irmã de Rueda, a tesoureira do partido Maria Emília Rueda, que é contígua, também foi incendiada.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que irá acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para expulsar Bivar.

A defesa de Rueda anunciou nesta terça-feira que levará o caso dos incêndios nas casas de praia do dirigente e de sua irmã  ao Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado Paulo Catta Preta afirmou que uma representação será protocolada junto ao processo em que Rueda denuncia Bivar por ameaça de morte.

As residências, localizadas na praia de Toquinho, próximo a Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, foram alvo dos incêndios.

Rueda, que estava em Miami, nos Estados Unidos, quando soube dos incêndios, já retornou ao Brasil, conforme informou o advogado.

A disputa pelo comando do União Brasil ganhou novos contornos recentemente, evidenciando o racha na legenda criada há apenas dois anos, resultado da fusão entre DEM e PSL. Rueda foi eleito com o apoio da maioria dos parlamentares e dirigentes da legenda, em uma escolha contestada por Bivar.

A guerra entre os dois escalou a ponto de envolver uma suposta ameaça de morte. Em uma reunião há duas semanas, o líder da bancada na Câmara, Elmar Nascimento, afirmou a cerca de 20 colegas que Bivar havia tentado intimidar Rueda, naquele momento favorito para ocupar a presidência. O deputado disse ter ouvido uma gravação de conversa entre os dois dirigentes da sigla na qual Bivar, segundo ele, repetia diversas vezes que sabia onde Rueda morava e circulava, além de citar a rotina de sua família.

Bivar negou ter ameaçado a família de Rueda, mas reconheceu que discutiu e proferiu xingamentos ao telefone. Também insinuou que a conversa poderia ter sido “picotada” e tirada do contexto para prejudicá-lo.

Com informações de O Globo

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