Depois de se cumprir uma agenda de reuniões com várias autoridades ucranianas, incluindo o presidente Volodymyr Zelensky, o assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou ter explicado a proposta de paz do governo brasileiro para que a guerra entre Rússia e Ucrânia possa terminar. Amorim relatou ter dito a Zelensky que os dois países devem levar em conta que é preciso fazer concessões para se chegar a um acordo.
— Não será fácil chegar a uma confluência. Será necessário que os dois lados cheguem à conclusão de que o custo da guerra é maior do que o custo de certas concessões — disse Amorim.
O enviado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ucrânia disse que a conversa ocorreu em um clima “de muita confiança”. Segundo Amorim, Zelensky “entendeu bem” ao ouvir que Lula quer trabalhar pela paz, juntamente com outros países que conversam com Ucrânia e Rússia.
— Naturalmente, Zelensky tem as posições dele, mas acho que assim vamos progredindo. Neste momento, é preciso que haja um grupo de países que esteja trabalhando no assunto, discutindo com um e com outro, para que Ucrânia e Rússia possam conversar — ressaltou.
O assessor para assuntos internacionais do Planalto disse ter sido bem recebido pelas autoridades ucranianas. Essa boa vontade foi confirmada, mais cedo, por um de seus interlocutores em Kiev, o vice-ministro das Relações Exteriores, Andrii Melnyk.
“O Brasil pode desempenhar um papel importante para deter a agressão russa e alcançar uma paz duradoura e justa. Também nos esforçamos para revigorar uma parceria estratégica”, escreveu Melnyk.
Ele elogiou o esforço do Brasil, “juntamente com outros parceiros da Ucrânia”, na busca de caminhos para assegurar uma paz estável e duradoura, baseada no respeito ao direito internacional, na restauração da soberania e na integridade territorial da Ucrânia.
De acordo com Amorim, há possibilidade de novas conversas, mas não existe nada marcado. Ele afirmou que a mensagem levada por ele a Zelensky foi basicamente a mesma transmitida ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante uma reunião, em Moscou, no início do mês passado.
Celso Amorim se prepara para voltar ao Brasil ainda nesta quarta-feira. Ele tomará um trem e viajará por 500 quilômetros até a fronteira da Polônia. De lá, tomará um avião.
Com informações do GLOBO.
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