Após dólar fechar o dia a R$ 6,26, BC anuncia leilão de US$ 3 bi à vista para esta quinta, 19

Ministro Haddad diz que câmbio é flutuante e cita possíveis movimentos especulativos

Após o dólar fechar em forte alta de 2,82%, aos R$ 6,2672, no maior valor de fechamento já registrado nesta quarta-feira, o Banco Central anunciou que voltará a intervir no mercado cambial nesta quinta. Serão oferecidos US$ 3 bilhões no mercado à vista às 9h15 desta quinta-feira.

O objetivo do governo é aumentar a oferta de dólares no mercado e frear a alta do preço da moeda americana.

Essa é mais uma intervenção do BC no mercado. Ontem, já foram US$ 3,2 bilhões no mercado à vista. Na semana, a intervenção do BC vai somar US$ 12,7 bilhões.

Durante o dia hoje, a moeda chegou a valer R$ 6,2707, recorde de cotação intradiária. O mercado acompanha a tramitação do pacote fiscal do governo no Congresso, atentando-se a possíveis desidratações nas medidas propostas.

Nos EUA, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, cortou os juros na maior economia do mundo em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 4,25% e 4,5%. O que mexe com a cotação do dólar no plano internacional e ajudou a aprofundar a a perda da moeda brasileira.

Nesta quarta-feira, devem ser votadas mais duas propostas relacionadas ao pacote: a que trata da mudança na regra do salário mínimo e a que altera o abono salarial.

Ontem, foi aprovado o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) que faz parte do pacote de cortes de gastos apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Hoje, o ministro afirmou que o câmbio tem flutuado por conta de pendências e citou “movimentos especulativos”. Ele disse acreditar que o dólar vai se acomodar.

— Nós temos um câmbio flutuante e, neste momento em que as coisas estão pendentes, tem um clima de incerteza que faz o câmbio flutuar. Mas eu acredito que ele vai se acomodar — disse Haddad, ao deixar o prédio da pasta, em Brasília.

Ele continuou, aventando um movimento especulativo no câmbio:

— Até aqui, nas conversas com as grandes instituições, as previsões são melhores do que os especuladores estão fazendo. Mas, enfim, o câmbio flutua — afirmou. — Há contatos conosco falando em especulação. Eu prefiro trabalhar com os fundamentos mostrando a consistência do que estamos fazendo. Pode estar havendo, mas não estou aqui querendo fazer juízo sobre isso. Esses movimentos mais especulativos são coibidos com intervenção do Tesouro e do Banco Central.

Com informações de O Globo

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