As articulações do deputado Rodrigo Bacellar para consolidar sua candidatura ao governo do estado estão indo de vento em popa. Após a reeleição, por unanimidade, para o comando da Assembleia Legislativa, amealhou apoios públicos que o fazem eleitoralmente robusto. Aproximou-se da família Bolsonaro; obteve declaração pública da preferência de Cláudio Castro; tem a simpatia do vice-presidente da Câmara, deputado Altineu Cortes (PL); estreitou o relacionamento, antes truncado, com o líder do PP, Dr. Luizinho, e avança agora sobre a base do presidente Lula.
No PT, o secretário de Assuntos Federativos, André Ceciliano, tem dito que vai caminhar com Bacellar caso a candidatura do deputado se consolide. Ceciliano e Bacellar são grandes amigos, desde à época em que estiveram juntos no parlamento fluminense. Credita-se ao petista boa parte do empoderamento de Bacellar na Casa.
Ceciliano já teria conversado inclusive com o ministro Alexandre Padilha, com quem trabalha diretamente, sobre sua provável posição em 2026 no Rio. Após as eleições de 22, em que disputara o Senado, ele se distanciou de Paes, com quem mantinha encontros amiúde na expectativa de ocupar o posto de vice na chapa à reeleição do pessedista.
No último sábado, em reunião de prefeitos com a direção da Light, no seu sítio em Mendes, Ceciliano evitou dar protagonismo a Paes, com a intenção de impedir que o evento fosse interpretado como um movimento de apoio ao atual prefeito.
No PDT, Bacellar avançou por flancos laterais, mas igualmente cravando uma cunha nas hostes brizolistas. A sigla ocupa a secretaria de Assistência Social de Eduardo Paes, com a deputada Martha Rocha, mas alguns deputados não escondem a preferência pela candidatura do presidente da Alerj, que tem o apoio declarado do deputado federal Max Lemos e a nítida simpatia do deputado estadual Vítor Junior, um dos homens de confiança do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.





