Após a cessão do Andaraí à Prefeitura, Ministério da Saúde deve “fatiar” a gestão dos outros hospitais federais do Rio

Durante todo o processo de transição, ficarão a cargo do Ministério da Saúde os ajustes financeiros necessários para descentralização da gestão da unidade hospitalar

Caio de Santis (correspondente do blog em Brasília)

A gestão compartilhada por 90 dias do Hospital do Andaraí com o município do Rio pode abrir uma série de cessões  da rede federal até o final do ano. A expectativa é que as outras cinco unidades de saúde da União na capital também passem às mãos de outros administradores. Os hospitais Cardoso Fontes, de Ipanema, Bonsucesso, da Lagoa, e dos Servidores seguem com o Ministério da Sáude, que debate novos modelos.

Fontes ligadas ao governo disseram que a solução encontrada pelo ministério foi o “fatiamento” da rede. Está sendo negociada, por exemplo, a cessão do Hospital Federal da Lagoa para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O dos Servidores, no Centro, ficaria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que já administra hospitais universitários. A prefeitura estuda assumir ainda o Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, e o de Ipanema, na Zona Sul. Já o de Bonsucesso, na Zona Norte, ficaria com o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), do Rio Grande do Sul, entidade que administra unidades ligadas ao SUS. Os acordos ainda estão sendo elaborados.

A ministra da saúde, Nísia Trindade, assinou portaria publicada no Diário Oficial da União informando que o Hospital do Andaraí, unidade de média e alta complexidade que até então tinha como responsável o governo federal, passa a ter, a partir deste sábado (6), gestão compartilhada com o município do Rio. Os serviços da unidade ficam descentralizados pelo prazo de 90 dias, podendo o prazo ser prorrogado por quantas vezes forem necessárias.

Durante a gestão compartilhada, o Ministério da Saúde deve ceder o uso de bens móveis e imóveis da unidade para a prefeitura, além da disponibilização de servidores federais. O abastecimento de material de consumo e de provimentos será de responsabilidade de ambos os gestores. Segundo a portaria, os contratos administrativos hoje em vigência no Hospital do Andaraí serão mantidos até o fim de sua vigência ou até que haja a solicitação da prefeitura do Rio para sua rescisão.

Durante todo o processo de transição, ficarão a cargo do Ministério da Saúde os ajustes financeiros necessários para descentralização da gestão da unidade hospitalar

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