Ao RJ1, Freixo diz que fará operação policial em favelas, mas que helicóptero não pode atirar

Marcelo Freixo, candidato do PSB ao Governo do Rio de Janeiro, disse nesta terça-feira (13), em entrevista ao RJ1, que as operações policiais em comunidades serão mantidas, mas o helicóptero da polícia não poderá fazer disparos. A medida, segundo dele, é para proteger as vidas de inocentes. A informação é ce reportagem do G1 sobre a sabatina…

Marcelo Freixo, candidato do PSB ao Governo do Rio de Janeiro, disse nesta terça-feira (13), em entrevista ao RJ1, que as operações policiais em comunidades serão mantidas, mas o helicóptero da polícia não poderá fazer disparos. A medida, segundo dele, é para proteger as vidas de inocentes.

A informação é ce reportagem do G1 sobre a sabatina realizada hoje.

“A chance de você matar um inocente numa favela, com um tiro dado de cima, é enorme.”

“O helicóptero é importante tecnicamente, porque o helicóptero tem uma visão total, e isso eu já conversei com diversos policiais e a boa polícia tá do nosso lado, ele tem uma visão total do que está acontecendo numa área de conflito.”

Mas, segundo o candidato, os disparos devem ser evitados.

“Na minha opinião, nesse momento, não pode [dar tiro]. O tiro dado por um helicóptero pode levar crianças a serem mortas, idosos a serem mortos.”

Freixo ressaltou que o uso de aeronaves não será proibido, apenas limitado, e que é preciso retomar o território do crime organizado.

“O helicóptero estará presente, mas do helicóptero não pode partir tiro que possa matar uma criança, um idoso.”

“Claro que a polícia tem que agir. E a gente tem que retomar território. Olha o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Saiu um relatório hoje que mostra que a milícia cresceu 387% de domínio territorial no Rio de Janeiro.”

A ocupação da polícia, segundo o deputado federal, deve ser bem planejada.

“Claro que tem que entrar, tirar tudo e ocupar. Mas tem que ocupar com um programa, pensando nesses moradores e pensando que a segurança tem dois braços. Um braço é prender bandido e enfrentar o crime e retomar o território. O outro é investimento social, pra que aquela criança tenha pra onde ir e tenha alternativa.”

“O que eu não quero é um lugar ficar sendo disputado entre tráfico e milícia. Eu quero um lugar onde o estado esteja presente. Agora, é uma polícia treinada, uma polícia equipada, uma polícia preparada para respeitar o morador, porque esse morador é vítima do tráfico, da milícia. Ele não pode ser vítima do estado.”

O governador Cláudio Castro (PL) nesta quarta (14), será o terceiro e último entrevistado presencialmente, às 11h45, ao vivo no RJ1.

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